quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aprendendo a "fazer social"

Preciso, definitivamente, acabar com essa mania de dizer o que penso, principalmente quando for em favor dos que não dizem.
Para se viver bem em grupo, fazer a "social" e agradar os que nele vivem é impossível ser sincera, explanar o que realmente pensa sobre aquela pessoa que não tem noção nem da vida que leva então... pena de morte! Deve-se dizer apenas o que as pessoas querem ouvir, estar sempre de bom humor, feliz e despreocupada, gostar das mesmas coisas estúpidas, ter dinheiro e tempo de sobra para comparecer a todos eventos, baladas, aniversários, churrascos ou como queira chamar esses ajuntamentos (sempre linda, magra, com o melhor sorriso no rosto e, claro, com paciência... toda que você dispuser ainda será pouco). Caso contrário você certamente será encarada como a chata (que não assiste novela nem big brother), inconveniente (porque diz o que pensa e discordada maioria), sem graça (pq você não enche a cara toda vez que sai) e mal educada (pq demonstra sair do sério quando... sai do sério). Ah, pro inferno a sociall! A droga disso tudo é que na maioria das vezes quem realmente importa é que acaba magoado. E é por isso, só por isso que eu quero mudar.Talvez encontrar um meio termo, não esperem que eu saia amando todo mundo, espalhando declarações de sentimentos eternos para quem mal conheço ou que eu vá a lugares que não me agradam porque todomundovaiestarlá! Aí já é demais, neh?!!
Tem uma vinheta da rádio ipanema que não me sai da cabeça "Vc tem uma boca e dois ouvidos" – autoexplicativo (que agora é sem hífem!).

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