terça-feira, 29 de julho de 2008

Minha prerrogativa

Sou de palavras, de linhas, de texto. De encontrar argumentos, ter opinião... eu respondo, eu discuto, eu convenço.
Essa é minha regra.
Ele é minha exceção...

"Oi meu amor... que saudade!

Hoje tá difícil, não sei quantas vezes, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu pensava em ti, na gente... lágrimas de saudade, tristeza pois falta um parte de mim, a principal de todas, tu.

Mais uma vez lágrimas, o marejar dos olhos... a saudade que não dá trégua. O dia todo assim.

Não sei mais o que faço, não sei pra onde olho, onde procurar a tua presença... bisbilhotei fotos, textos, e-mails e mensagens... não tem mais nenhum escape possível. Tentei todos! Só a tua presença, o teu beijo para me fazer sorrir.

E o frio... cada vez pior, cortante, penetrando pela minha roupa, indo direto para o meu coração... coração que nunca imaginou bater tão forte pela simples presença de alguém, nervosismo que aparece por fatos simples, doses e mais doses de adrenalina em saber que vou te ver, te ligar... porque eu sinto isso? Essa é uma pergunta que tem resposta... porque eu te amo, porque tu é a mulher da minha vida.

Mais uma vez sozinho e com frio... tentei me esconder da saudade escrevendo esse e-mail mas não adianta, ela me persegue...


Por 6 anos senti uma saudade que não sabia do que era, um vazio que não havia maneira de preencher, hoje eu sei de quem sentia falta e quem preencheria o meu coração.

Não resisto mais, não tenho forças pra aguentar a distância... a necessidade de te ter está fora dos padrões normais... padrões, uma palavra que não tem mais significado, nada com a gente está dentro de padrões, nada sujeito à regras... nossas próprias regras, nosso próprios padrões, isso é o que importa... não quero me esconder atrás de nada, quero expor meus sentimentos... EU TE AMO LIZI!

Eu te amo com todas as minha forças meu amor.
Te quero com o mais sincero e puro sentimento.
Preciso de ti como nunca precisei de nada.
Beijo amor da minha vida.


Diego (24/07)"

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Olhar nos teus olhos pidões e nem sempre conseguir dizer: não posso. É mentira! Eu sei que tu sabe, eu posso tudo. E até quando finjo que não me importo, quando não olho pra trás, até nesse momento a minha vontade é de ficar. E quando faço questão de não dar méritos para os elogios é que eles são essenciais, é porque se tornaram absolutamente necessários. Os outros não servem mais, só alimentam egos vazios, superficiais, nada fundamentados. Dá vontade de ficar.

Vou escrever no final do e-mail, antes de desligar, entre uma risada e outra... eu não vou ficar.

Eu podia aceitar, esquecer os receios e encarar as mudanças, mas eu adoro o tom da tua voz quando tenta me convencer, o mesmo carinho dos elogios persuasivos, me iludindo com um ar de decisão tomada, me convocando. Ai que vontade de ficar.

Um finge que aceita, o outro finge que não quer. Somos hipócritas no amor, irracionais disfarçados, românticos incondicionais amando pela primeira vez, numa constante entrega, na vontade que não acaba.

Não vou ficar, mas fui lá fora e senti aquele frio, não sei bem se é só o inverno ou o barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, assustadora. Arrepio... vontade de voltar.

Vontade... não posso... Vontade... vou indo... me entende... eu sou assim!

Então decidi falar baixinho, assim, com letras miúdas que eu vou ficar. Desde que continuemos com esse jogo, essa dúvida, a adrenalina da surpresa... sim, eu prometo ficar.