Olhar nos teus olhos pidões e nem sempre conseguir dizer: não posso. É mentira! Eu sei que tu sabe, eu posso tudo. E até quando finjo que não me importo, quando não olho pra trás, até nesse momento a minha vontade é de ficar. E quando faço questão de não dar méritos para os elogios é que eles são essenciais, é porque se tornaram absolutamente necessários. Os outros não servem mais, só alimentam egos vazios, superficiais, nada fundamentados. Dá vontade de ficar.
Vou escrever no final do e-mail, antes de desligar, entre uma risada e outra... eu não vou ficar.
Eu podia aceitar, esquecer os receios e encarar as mudanças, mas eu adoro o tom da tua voz quando tenta me convencer, o mesmo carinho dos elogios persuasivos, me iludindo com um ar de decisão tomada, me convocando. Ai que vontade de ficar.
Um finge que aceita, o outro finge que não quer. Somos hipócritas no amor, irracionais disfarçados, românticos incondicionais amando pela primeira vez, numa constante entrega, na vontade que não acaba.
Não vou ficar, mas fui lá fora e senti aquele frio, não sei bem se é só o inverno ou o barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, assustadora. Arrepio... vontade de voltar.
Vontade... não posso... Vontade... vou indo... me entende... eu sou assim!
Então decidi falar baixinho, assim, com letras miúdas que eu vou ficar. Desde que continuemos com esse jogo, essa dúvida, a adrenalina da surpresa... sim, eu prometo ficar.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
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1 comentários:
Isto significa que já está tudo bem?
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