sexta-feira, 7 de março de 2008

Epílogo - Verão

Vontade dessas quatro paredes apenas. A fresta estratégica por onde vejo o céu. Torcer que essas nuvens negras fiquem. Calor. Que saco! Eu me afundo, sou mestre nisso, cavar o buraco mais profundo e despejar toda a areia sobre as minhas próprias costas, o mais rápido possível. Isso causa espanto, legal! Meu lado adolescente ainda gosta de causar espanto, só que agora dói. Cansei da instabilidade. Dos olhares curiosos, de fazer social! A arte de evitar pessoas é árdua e eu to cansada. Acordei às quatro da manhã e pensei no escuro: “acho que o pior já passou”. Agora as conseqüências. Uma ou duas positivas que ainda não encontrei e esse manancial de broncas pra resolver. Se eu pensar muito volto pra lá e isso eu não quero. Quem sabe uma dose de irresponsabilidade acompanhada de uma certa alienação seja uma saída? E força, muita força! Eu agüento. Já terminei aquele livro mesmo, o melhor de todos. Hora das velhas mudanças, sempre novas, sempre iguais. Meu mundo não é igual ao de vocês... na minha praia chove, o meu verão é frio e o meu dia perfeito não é dia, é noite. Não me diga o que pensa a meu respeito eu simplesmente não quero saber. Meu alto precisa do baixo pra ser valorizado e, no final sou eu que levo a vida da maneira mais intensa. Eu sofro, ok! Eu fecho portas, eu perco eventos “imperdíveis”, não ligo e nem mando notícias, me isolo. Isso tudo porque a minha capacidade de regeneração é muito maior e por isso não consigo ser constante. É até melhor, eu não gosto de verão!
Fiz uma volta enorme, não me arrependo, mas descobri que prefiro voltar pros meus velhos CDs, pro mar... é pena eu ser obrigada a comprar uma prancha nova, sabe como é, to sem grana.

1 comentários:

satélite, parabólica e sei lá mais o que disse...

Buenas.. quer uma sugestão de título... "fim de verão..."