Parei.
Mudei os livros, até deixei um inacabado, sem saber o final, sem concluir o raciocínio, me impossibilitando de formar uma opinião, me livrando do peso da decisão.
Adiei.
Estou tentando com outros que estão por todas as partes, acabo sempre esquecendo um em algum lugar. De repente eles se tornaram longos demais, o tempo gera intimidade e essa anda me assustando.
Fugi.
Me apeguei aos contos... estão me furtando algumas horas, me devorando enquanto eu continuo achando que tenho o domínio da situação. Causam interesse, envolvem, prometem prazer intenso, satisfação, plenitude... cumprem cada uma das promessas, mas duram uma fração de segundos e marcam eternamente. Autores de contos não são escritores, são mestres cruéis, gélidos e calculistas que usam as palavras certas até perceberem a entrega nos olhos fascinados de quem lê. E então escrevem as últimas linhas. Não existe apego ou longa história, é sucinto, objetivo e nem por isso menos profundo, menos tocante.
Sucumbi.
É tudo uma questão de momento, talvez etapas... As letras das músicas vão estar sempre presentes, o importante é, entre um livro e outro, se permitir alguns contos. Mas nunca, jamais, deixar que eles te dominem, eles estão aí pra te viciar, te tornar dependente e, se fechar os olhos depois do último ponto... aí já era, vai ser difícil sair. É claro que nunca devemos esquecer das crônicas, essas te dão satisfação (ou não) imediata sem cobrar fidelidade. Em alguns casos é a melhor saída.
Ouse.
...Lizi


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