Traficantes esgueirando-se às centenas, quiçá milhares, feito baratas pelos matos dos morros cariocas. Homens de bermudas, sem camisa, mas com fuzil AK nos ombros. Bandidos com capacidade de fogo suficiente para arremessar granadas em blindados.
Como é possível que sejam tantos e reúnam tamanho poder?
Simples: o poder vem da maior fonte de poder do mundo: do dinheiro.
E de onde vem esse dinheiro?
Óbvio: do comércio de drogas.
E uma última pergunta: por que o comércio de drogas é tão frutuoso?
Essa pergunta é decisiva. Afinal, não existem tantas pessoas que consomem drogas. A maioria, a IMENSA maioria, não consome drogas. No entanto, existem consumidores de drogas, é claro que existem, e eles são, quase todos, jovens que passam pela droga algumas vezes e a abandonam logo ali.
O que torna o tráfico lucrativo, portanto, não é o consumo massivo da droga: é a proibição da droga. A droga, tornada clandestina, não paga imposto, não assina carteira, nem tem controle de qualidade.
Se, de um dia para outro, o Estado proibir a venda de sabão, as pessoas ainda assim continuarão usando sabão, levando alguns a produzir sabão e outros tantos a vender sabão. O comércio do sabão continuará farto, embora proibido. Mas, proibido, não pagará nenhuma taxa, nenhum imposto, nada. Não terá nenhuma obrigação social. Os trabalhadores envolvidos na produção e na venda do sabão não terão direito a férias, décimo-terceiro, horas extras etc. E o dono da fábrica clandestina de sabão ficará rico, poderá comprar armas para enfrentar a polícia que tenta reprimir o tráfico de sabão. Terá tantos recursos que corromperá a própria polícia e a justiça para continuar vendendo o seu sabão.
Aí chega um legislador convincente e demove o Estado da proibição do sabão. A venda do sabão foi liberada! Agora, os produtores de sabão terão de montar uma sede legalizada, com recepcionista e pagamento de IPTU; terão de registrar seus trabalhadores e pagar-lhes os direitos exigidos pela lei; terão de pagar os impostos sobre a produção e a venda do sabão, o imposto de renda, os impostos sobre propriedade. Agora, os produtores de sabão não usam mais bermudas e nem ficam sem camisa: eles usam terno e gravata. Eles ganham muito menos. E pagam muito mais.
Pegue aquele traficante que se rasteja pelo morro de bermuda, sem camisa, mas com um AK nos ombros, troque seu fuzil por uma pasta de executivo, meta-lhe dentro de uma gravata, legalize-o e faça com que o sistema o absorva.
Pronto. Acabou a criminalidade.
Transformar a droga de um problema de segurança em um problema de saúde, esse é o caminho para acabar com a guerra urbana do tráfico.
sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Mais de mim
Sou muito feliz. Não porque dizem, não porque tenho a vida perfeita, não pra todos os motivos que puder pensar e sim porque rio. Porque acordo e tenho sempre um plano pras dificuldades e porque de vagarinho vou me libertando das coisas que querem pra mim e me aproximando das que eu quero de verdade... e isso é tão bom.
Gosto muito da minha maneira de encarar a vida e cansei de expor opinião pra quem não quer ouvir. Convenço fácil, mas não desperdiço argumentos. Chuto o pau sem medo e acredito mesmo que se deu errado é porque não era pra ser, talvez não sem antes lutar muito.
Acredito na benevolência dos seres humanos sem abrir mão de alguns fortes argumentos contrários e de uma dose reforçada de perspicácia. Não sei se essa crença é real, esperançosa ou se simplesmente decidi que assim seria mais fácil.
Minha vida afetiva é uma comédia romântica e ano que vem eu caso com o príncipe. Um dia vamos morar na praia, numa pouco freqüentada, na casinha de madeira azul com portão branco que eu sempre visito quando as coisas por aqui me parecem complicadas demais.
Aprendi que ninguém tem o que não consegue carregar e alguns tem o que não merecem. Paciência, faz parte.
Meu maior trabalho psicológico é equilibrar meu tanto de instabilidade. Razão e emoção; medo e coragem; força e sensibilidade; autonomia e dependência; isolamento e parceria;desejo e realidade... Tarefinha pra mais de uma vida.
Minha família é o caos, passional, instável, todo mundo briga e ninguém se desgruda. Politicamente incorreta, é sempre ela que faz a diferença e sem ela sou nada.
Detesto mau humor permanente, depressão e outras desculpas pra incapacidade. Prefiro o lado bom, o que faz valer a pena.
Penso, planejo, faço listas, estudo, sou a garota das idéias! Minhas crises de cólera protegem meu coração simplório, o que na maioria das vezes me rende fama de brava, eu gosto.
Meu cachorro é adotado e eu acho adoção o máximo, em todos os graus e aspectos, o verdadeiro amor incondicional.
Continuo caindo e esbarrando em tudo o tempo todo, acho que isso não vai mudar. Meu pé é pequeno pra minha altura e desconto minha ansiedade nas unhas pra não me acabar no chocolate. Leonina assumida, posso escrever um livro só pra contar minhas qualidades. Lamento por aqueles que não conseguem.
...Lizi
Gosto muito da minha maneira de encarar a vida e cansei de expor opinião pra quem não quer ouvir. Convenço fácil, mas não desperdiço argumentos. Chuto o pau sem medo e acredito mesmo que se deu errado é porque não era pra ser, talvez não sem antes lutar muito.
Acredito na benevolência dos seres humanos sem abrir mão de alguns fortes argumentos contrários e de uma dose reforçada de perspicácia. Não sei se essa crença é real, esperançosa ou se simplesmente decidi que assim seria mais fácil.
Minha vida afetiva é uma comédia romântica e ano que vem eu caso com o príncipe. Um dia vamos morar na praia, numa pouco freqüentada, na casinha de madeira azul com portão branco que eu sempre visito quando as coisas por aqui me parecem complicadas demais.
Aprendi que ninguém tem o que não consegue carregar e alguns tem o que não merecem. Paciência, faz parte.
Meu maior trabalho psicológico é equilibrar meu tanto de instabilidade. Razão e emoção; medo e coragem; força e sensibilidade; autonomia e dependência; isolamento e parceria;desejo e realidade... Tarefinha pra mais de uma vida.
Minha família é o caos, passional, instável, todo mundo briga e ninguém se desgruda. Politicamente incorreta, é sempre ela que faz a diferença e sem ela sou nada.
Detesto mau humor permanente, depressão e outras desculpas pra incapacidade. Prefiro o lado bom, o que faz valer a pena.
Penso, planejo, faço listas, estudo, sou a garota das idéias! Minhas crises de cólera protegem meu coração simplório, o que na maioria das vezes me rende fama de brava, eu gosto.
Meu cachorro é adotado e eu acho adoção o máximo, em todos os graus e aspectos, o verdadeiro amor incondicional.
Continuo caindo e esbarrando em tudo o tempo todo, acho que isso não vai mudar. Meu pé é pequeno pra minha altura e desconto minha ansiedade nas unhas pra não me acabar no chocolate. Leonina assumida, posso escrever um livro só pra contar minhas qualidades. Lamento por aqueles que não conseguem.
...Lizi
sábado, 6 de março de 2010
Análise?
Um vazio preenche o tempo enquanto a realidade não chega pra testar minha força de vontade. Cada vez mais alheia a sentimentalismos e condicionada a emoções pré-estabelecidas questiono identidades, num arrastar de horas entre tantos cegos, competindo, sobrevivendo.
Presos dentro de um comportamento treinado, a solidão interna acompanha o descarte da alma em troca de qualquer coisa que todo mundo queira. Sorrio para esses mesmos tolos que acreditam em livros de auto-ajuda, engrossam as listas dos mais vendidos com títulos pobres e recheados de truques e caminhos que, depois de um tempo se revelam bem menos úteis do que se esperava. Até mesmo pra quem não espera muito.
Não soa tão mal para ouvidos hoje doutrinados, nem ofusca olhos antes tão sensíveis. Poderia me acostumar? Simples, pouca perspectiva, lições de sobra. Fácil demais.
Já ouviram tantos dos meus gritos, assistiram minha fúria e negaram meus princípios, me rotularam da maneira menos criativa, tão previsível. Como resposta tatuei todos meus defeitos, em ordem decrescente pra que nunca me permita que padrões nublem minhas características, minha alma, que tem opinião e, aliás, muda de opinião constantemente, mas não de atitude.
...Lizi
Presos dentro de um comportamento treinado, a solidão interna acompanha o descarte da alma em troca de qualquer coisa que todo mundo queira. Sorrio para esses mesmos tolos que acreditam em livros de auto-ajuda, engrossam as listas dos mais vendidos com títulos pobres e recheados de truques e caminhos que, depois de um tempo se revelam bem menos úteis do que se esperava. Até mesmo pra quem não espera muito.
Não soa tão mal para ouvidos hoje doutrinados, nem ofusca olhos antes tão sensíveis. Poderia me acostumar? Simples, pouca perspectiva, lições de sobra. Fácil demais.
Já ouviram tantos dos meus gritos, assistiram minha fúria e negaram meus princípios, me rotularam da maneira menos criativa, tão previsível. Como resposta tatuei todos meus defeitos, em ordem decrescente pra que nunca me permita que padrões nublem minhas características, minha alma, que tem opinião e, aliás, muda de opinião constantemente, mas não de atitude.
...Lizi
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Música de elevador
Sem saber exatamente onde, mas com a janela guardada na memória, sinto-me numa crescente invasão de calma, como se tudo aqui fosse muito passageiro para ser fixado. Não sei de onde vem essa confiança... deve ser algo que todo mundo tem, aquela certeza de ser especial, ainda que a maioria não acredite.
Tento decidir se sorrio ou me armo, por saber que tudo sempre acaba acontecendo da maneira mais difícil, estranha ou inesperada. Ou todas juntas. Não decido nada, apenas sigo. Com a boa dose de sorte que me cerca e um tanto de coragem.
Entre negociações, controlo a vontade de correr o relógio um segundo após o tudo ou nada. Resposta. Claro que não dá, é o bom da vida, o frio na barriga o risco de dar errado, um plano novo, a mesma meta, quase os mesmos sonhos.
...Lizi
Tento decidir se sorrio ou me armo, por saber que tudo sempre acaba acontecendo da maneira mais difícil, estranha ou inesperada. Ou todas juntas. Não decido nada, apenas sigo. Com a boa dose de sorte que me cerca e um tanto de coragem.
Entre negociações, controlo a vontade de correr o relógio um segundo após o tudo ou nada. Resposta. Claro que não dá, é o bom da vida, o frio na barriga o risco de dar errado, um plano novo, a mesma meta, quase os mesmos sonhos.
...Lizi
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Bastard
Admirá-lo agora que a insegurança do início se foi é ainda melhor. Na primeira vez que fitei aqueles olhos cor de chocolate, tímidos, assustados, encobrindo toda peraltice de que é feita a alma de um ser tão incrível, nem poderia imaginar o que estava levando para casa. Na verdade o momento foi tão inusitado, que duvidei da sorte me sentindo uma ladra do que seria provavelmente, felicidade alheia. Não era. Agora ele faria parte da família e desejava mais do que tudo que ele estivesse sentindo o mesmo que nós.
Acompanhei cada reação assim que os “chocolates” começaram a estudar nossa movimentação, um som repentino ou, claro, os cheiros! Sem permitir a entrega imediata, analisava tudo na expectativa de detectar um sinal de recusa e até hoje sinto um frio na barriga quando ele, em raras situações, acorda independente.
Meu despertar nunca mais foi o mesmo, são lambidas, pulinhos e um rabinho que balança incansável pra anunciar quão especial é cada um dos momentos que passamos juntos e que não importa se estou cansada, desanimada ou triste, toda vez que eu chegar, que eu puder estar com ele, isso vai ser mais importante que qualquer coisa.
Acredito de verdade que seres assim nascem para transformar vidas, ensinar coisas que humano algum poderia ensinar, coisas que perdemos pelo caminho à medida que “evoluímos”. Ele não sabe falar, não escreve, não pede em casamento,não possui polegar opositor e nem compra presentes, mas demonstra todo dia o que sente. E é por isso que esses bichinhos encantam a quem se permite ser a razão da vida deles.
Escrevendo sobre meu amigo mais fiel percebi o quanto sabemos pouco sobre amar e ser amado. Talvez nos falte um rabinho pra abanar, mas sinceramente, acho que se nos fosse permitido esse acessório, provavelmente usaríamos para qualquer coisa inteligente, menos pra fazer alguém feliz.
...Lizi
Acompanhei cada reação assim que os “chocolates” começaram a estudar nossa movimentação, um som repentino ou, claro, os cheiros! Sem permitir a entrega imediata, analisava tudo na expectativa de detectar um sinal de recusa e até hoje sinto um frio na barriga quando ele, em raras situações, acorda independente.
Meu despertar nunca mais foi o mesmo, são lambidas, pulinhos e um rabinho que balança incansável pra anunciar quão especial é cada um dos momentos que passamos juntos e que não importa se estou cansada, desanimada ou triste, toda vez que eu chegar, que eu puder estar com ele, isso vai ser mais importante que qualquer coisa.
Acredito de verdade que seres assim nascem para transformar vidas, ensinar coisas que humano algum poderia ensinar, coisas que perdemos pelo caminho à medida que “evoluímos”. Ele não sabe falar, não escreve, não pede em casamento,não possui polegar opositor e nem compra presentes, mas demonstra todo dia o que sente. E é por isso que esses bichinhos encantam a quem se permite ser a razão da vida deles.
Escrevendo sobre meu amigo mais fiel percebi o quanto sabemos pouco sobre amar e ser amado. Talvez nos falte um rabinho pra abanar, mas sinceramente, acho que se nos fosse permitido esse acessório, provavelmente usaríamos para qualquer coisa inteligente, menos pra fazer alguém feliz.
...Lizi
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
!!
Vira e mexe acontece alguma coisa imprevista que muda alguns caminhos, algumas idéias. Eu coleciono esses “acontecimentos”. Em pleno inferno astral é praticamente regra essa coleção aumentar, e nesse caso, figurinha repetida completa álbum sim.
Sempre fui de amar ou odiar, quase que instantâneamente e de difícil reversão, continuo assim, mas demonstro cada vez menos. Bom pra vida social, ruim para aqueles (poucos) que eu gosto e que nem sempre sabem.
Não consigo compreender esse mundo de amores relâmpago, (na real sinto asco dessa banalização do amor) nem amigos que viram irmãos e depois inimigos em um ou dois meses. Por favor, que bando de gente carente! Comprem um cachorro, a companhia é ótima, eles são leais, estáveis e o melhor de tudo: o sentimento é verdadeiro - isso é raro hoje em dia! Carência suprida, fica bem mais fácil achar um amor de verdade ou então entender que ESTAR RODEADO DE “AMIGOS’ NEM SEMPRE QUER DIZER QUE VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO.
Não sou amiga exemplar, sempre esqueço os aniversários, não ligo pra dizer Oi!, não visito, nem preciso de encontros frequentes, mas quando falo dos poucos amigos que guardo, me refiro à pessoas que admiro, pessoas que acrescentam, com quem já discuti, já briguei e é exatamente por ter passado por tudo isso que eles ficaram. Amigo a gente ganha pelos defeitos e não pelas qualidades. Eu sou brigona, temperamental, debochada, implicante, intolerante...é fácil me criticar, difícil mesmo é ser meu amigo.
Ah, mais uma coisinha... se seus programas precisam sempre ser com muitas pessoas, se é chato sair só com o namorado(a) e impossível estar sozinho, tá na hora de olhar um pouquinho pra dentro, tem alguma coisa errada. Quando não encontramos felicidade dentro de nós mesmos, descontamos essa frustração no mundo e, principalmente, em quem encontra.
...Lizi (09/08/2009)
Sempre fui de amar ou odiar, quase que instantâneamente e de difícil reversão, continuo assim, mas demonstro cada vez menos. Bom pra vida social, ruim para aqueles (poucos) que eu gosto e que nem sempre sabem.
Não consigo compreender esse mundo de amores relâmpago, (na real sinto asco dessa banalização do amor) nem amigos que viram irmãos e depois inimigos em um ou dois meses. Por favor, que bando de gente carente! Comprem um cachorro, a companhia é ótima, eles são leais, estáveis e o melhor de tudo: o sentimento é verdadeiro - isso é raro hoje em dia! Carência suprida, fica bem mais fácil achar um amor de verdade ou então entender que ESTAR RODEADO DE “AMIGOS’ NEM SEMPRE QUER DIZER QUE VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO.
Não sou amiga exemplar, sempre esqueço os aniversários, não ligo pra dizer Oi!, não visito, nem preciso de encontros frequentes, mas quando falo dos poucos amigos que guardo, me refiro à pessoas que admiro, pessoas que acrescentam, com quem já discuti, já briguei e é exatamente por ter passado por tudo isso que eles ficaram. Amigo a gente ganha pelos defeitos e não pelas qualidades. Eu sou brigona, temperamental, debochada, implicante, intolerante...é fácil me criticar, difícil mesmo é ser meu amigo.
Ah, mais uma coisinha... se seus programas precisam sempre ser com muitas pessoas, se é chato sair só com o namorado(a) e impossível estar sozinho, tá na hora de olhar um pouquinho pra dentro, tem alguma coisa errada. Quando não encontramos felicidade dentro de nós mesmos, descontamos essa frustração no mundo e, principalmente, em quem encontra.
...Lizi (09/08/2009)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Individualidade
Tenho dias de ficar só curtindo as tão esperadas tardes frias de outono, percorrendo o caminho estrategicamente escolhido, querendo aproveitar cada raio de sol, esquentando... me pego sorrindo. Sabe aquele sorrisinho bobo, tímido, que escapa por nada? Esse mesmo. Sorriso de felicidade instantânea, satisfação, desnuda a alma e contraria espectativas, surge por motivos nada compreensíveis, o mais tolos.
Do que gostamos de verdade? Não importa se faz bem, se é saudável, se vale pra todo mundo ou se é feio até pensar no assunto. Esquece tudo isso, só o que vale é a sensação boa. Se surpreenda com a dificuldade que vai encontrar para formar uma listinha básica e sincera (ou então continue se enganando, achando que é igual, comum. Ninguém é!).
Qualquer criança sabe o que deve ou não apreciar, como se portar, o que não dizer (principalmente). Recebemos um manual cultural, uma herança de todas as familías que divide claramente o certo do errado, nos dá dicas sobre bons hábitos para, enfim, nos tornarmos seres humanos exemplares. E o que meros filhos, na ânsia de contentar mamães e papais dedicados, podem fazer que não seguir corretamente as instruções?
Vivemos infelizes por esquecer uma certa dose de individualidade, essencial. Por não entender que só faz feliz quem sabe ser feliz.
Pague o preço e seja você mesmo.
Eu já não tento mais gostar do verão, de lugares apertados, cerveja, novela ou filmes de comédia, livros de auto-ajuda, multidões, coca-cola, conversas fúteis... aaaaah, eu odeio tudo isso!Há quem diga que sou anti-social, chata, metida, estranha. Ocupo meu tempo com as coisas que realmente me dão prazer e aprendi a não me importar (tanto) com quem não entende.
A grande ironia é que termino meu raciocínio com a certeza de que segui todas as instruções do manual e, é bem provável que me odeie por isso, ou talvez apenas lamente os que não conseguem perceber isso em mim.
Do que gostamos de verdade? Não importa se faz bem, se é saudável, se vale pra todo mundo ou se é feio até pensar no assunto. Esquece tudo isso, só o que vale é a sensação boa. Se surpreenda com a dificuldade que vai encontrar para formar uma listinha básica e sincera (ou então continue se enganando, achando que é igual, comum. Ninguém é!).
Qualquer criança sabe o que deve ou não apreciar, como se portar, o que não dizer (principalmente). Recebemos um manual cultural, uma herança de todas as familías que divide claramente o certo do errado, nos dá dicas sobre bons hábitos para, enfim, nos tornarmos seres humanos exemplares. E o que meros filhos, na ânsia de contentar mamães e papais dedicados, podem fazer que não seguir corretamente as instruções?
Vivemos infelizes por esquecer uma certa dose de individualidade, essencial. Por não entender que só faz feliz quem sabe ser feliz.
Pague o preço e seja você mesmo.
Eu já não tento mais gostar do verão, de lugares apertados, cerveja, novela ou filmes de comédia, livros de auto-ajuda, multidões, coca-cola, conversas fúteis... aaaaah, eu odeio tudo isso!Há quem diga que sou anti-social, chata, metida, estranha. Ocupo meu tempo com as coisas que realmente me dão prazer e aprendi a não me importar (tanto) com quem não entende.
A grande ironia é que termino meu raciocínio com a certeza de que segui todas as instruções do manual e, é bem provável que me odeie por isso, ou talvez apenas lamente os que não conseguem perceber isso em mim.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Aprendendo a "fazer social"
Preciso, definitivamente, acabar com essa mania de dizer o que penso, principalmente quando for em favor dos que não dizem.
Para se viver bem em grupo, fazer a "social" e agradar os que nele vivem é impossível ser sincera, explanar o que realmente pensa sobre aquela pessoa que não tem noção nem da vida que leva então... pena de morte! Deve-se dizer apenas o que as pessoas querem ouvir, estar sempre de bom humor, feliz e despreocupada, gostar das mesmas coisas estúpidas, ter dinheiro e tempo de sobra para comparecer a todos eventos, baladas, aniversários, churrascos ou como queira chamar esses ajuntamentos (sempre linda, magra, com o melhor sorriso no rosto e, claro, com paciência... toda que você dispuser ainda será pouco). Caso contrário você certamente será encarada como a chata (que não assiste novela nem big brother), inconveniente (porque diz o que pensa e discordada maioria), sem graça (pq você não enche a cara toda vez que sai) e mal educada (pq demonstra sair do sério quando... sai do sério). Ah, pro inferno a sociall! A droga disso tudo é que na maioria das vezes quem realmente importa é que acaba magoado. E é por isso, só por isso que eu quero mudar.Talvez encontrar um meio termo, não esperem que eu saia amando todo mundo, espalhando declarações de sentimentos eternos para quem mal conheço ou que eu vá a lugares que não me agradam porque todomundovaiestarlá! Aí já é demais, neh?!!
Tem uma vinheta da rádio ipanema que não me sai da cabeça "Vc tem uma boca e dois ouvidos" – autoexplicativo (que agora é sem hífem!).
Para se viver bem em grupo, fazer a "social" e agradar os que nele vivem é impossível ser sincera, explanar o que realmente pensa sobre aquela pessoa que não tem noção nem da vida que leva então... pena de morte! Deve-se dizer apenas o que as pessoas querem ouvir, estar sempre de bom humor, feliz e despreocupada, gostar das mesmas coisas estúpidas, ter dinheiro e tempo de sobra para comparecer a todos eventos, baladas, aniversários, churrascos ou como queira chamar esses ajuntamentos (sempre linda, magra, com o melhor sorriso no rosto e, claro, com paciência... toda que você dispuser ainda será pouco). Caso contrário você certamente será encarada como a chata (que não assiste novela nem big brother), inconveniente (porque diz o que pensa e discordada maioria), sem graça (pq você não enche a cara toda vez que sai) e mal educada (pq demonstra sair do sério quando... sai do sério). Ah, pro inferno a sociall! A droga disso tudo é que na maioria das vezes quem realmente importa é que acaba magoado. E é por isso, só por isso que eu quero mudar.Talvez encontrar um meio termo, não esperem que eu saia amando todo mundo, espalhando declarações de sentimentos eternos para quem mal conheço ou que eu vá a lugares que não me agradam porque todomundovaiestarlá! Aí já é demais, neh?!!
Tem uma vinheta da rádio ipanema que não me sai da cabeça "Vc tem uma boca e dois ouvidos" – autoexplicativo (que agora é sem hífem!).
sábado, 10 de janeiro de 2009
Feliz Ano HOJE!
Só agora que os primeiros dias do novo ano passaram, comuns, é que parei pra pensar em 2008. Percebi que não senti a virada, a troca do último dígito, fato estranho já que, desde quando posso me lembrar, o último mês sempre foi longo, cheio de comemorações forçadas, abraços mecânicos, presentes obrigatórios e filas intermináveis. Sem falar no nosso clima nada europeu que faz com que tudo isso receba um ingrediente que completa o desastre: calor. Dessa vez não. Não fiz planos, não desejei que o ano acabasse, que esse espírito (hipócrita) natalino fosse embora de uma vez, junto com o décimo terceiro que a gente nunca sabe onde vai parar, muito menos renovei esperanças. Triste? Nada disso, bem pelo contrário, simplesmente não senti esse peso. Tentando fazer o tradicional balanço entre planos e realizações que entendi a leve e categórica diferença, estou feliz demais pra querer que os dias passem, que o ano mude. Claro que tenho desejos, metas à alcançar, projetos esperando conclusão, início, mas... eu estou tão bem. Ainda preciso perder 3 ou 4kg (ou mais depois das festas), ainda espero, cobiço aquela mudança na vida profissional, ainda quero conseguir administrar melhor meu tempo, meu dinheiro. Fatalmente, tenho uma listinha pro recém nascido, porém, pela primeira vez, isso não é o mais importante. O dia de hoje é. 2007 me ensinou isso... 2008 veio cheio de anseios, esperanças e um sentimento que eu não conhecia. Venceu todas as expectativas e me trouxe muito mais do que eu esperava. Hoje eu sou outra pessoa por dentro e por fora, para os mais observadores. Mudei o olhar para a vida, para os outros, para os fatos e as fotos. O ano, tanto faz, o que tenho hoje foi construído muitos atrás e eu nem consigo lembrar o que houve no meio. O que eu quero não é pouco, eu quero tudo, quero agora, plantar e colher, sorrir e chorar, abraçar todos os abacaxis, rir... Não sei que dia é hoje, eles são todos iguais, lindos, perfeitos, todos juntinhos no fundo dos teus olhos, no meu futuro, no teu olhar.
...Lizi (06/01/2009)
...Lizi (06/01/2009)
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Pra ti!
Gosto tanto que essa vontade chega a doer. Doer de saudade, de querer estar perto demais o tempo todo. Dói a pressa para nossas coisas e a lerdeza com que o relógio trabalha toda vez que noites assim chegam... uma lua após a outra. Eu sinto tédio. Tudo à minha volta tão ermo, irritante. Cansei das músicas, das páginas na internet e até dos livros que andam ocupando espaço demais. Eu entendo pq parei de assistir tv toda vez que tento assistir novamente, mas dos nossos cineminhas eu gosto cada vez mais. A culpa é toda nossa, como conseguimos ser aquilo que imaginávamos e acabarmos sempre conseguindo tudo que queremos? ...justo a gente. É claro que não importa mais nada, só teus olhos, teu sorriso, teu ciúme... Mas aí aparecem essas noites (ou dias dependendo do ponto de vista) iguais, marcadas, prontinhas para preencher planilhas estúpidas e livros pra um só imbecil ler. Quando chega essa hora eu fujo do desespero, dá medo imaginaras coisas assim, esse silêncio, essa falta que tu faz. Eu brinco com o tempo, com as horas e espero, com um semi-furor, que a sexta badalada traga a segurança da tua voz e meu retorno à realidade... sempre perto, mesmo quando não estamos juntos.
...Lizi
...Lizi
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Fez um ano que tudo começou, algumas coisas tiveram fim e outras, finalmente, explicação.
É muito pra ser só amor, não temos almas tão parecidas que possam ser consideradas gêmeas e passamos longe dos opostos que se atraem. Acho que somos algo mais singelo, paradoxal. Um acabamento, o remate um do outro, respostas, motivos, a principal lição. Aquele equilíbrio tão procurado e, alguma coisa que faz rir como criança dessa vida de gente grande e organizar como adultos nosso piquenique de infância. Ensina a ouvir, falar, cantar, calar. Entender a diferença entre ter respeito e sentir respeito e perder totalmente a vergonha. É soltar a máscara e tirar a armadura... a roupa. Sentir os lábios antes do beijo, a presença pelo cheiro e saudade por antecedência. Perceber na voz e entender em uma palavra. Continuar arrancando os cabelos na tentativa de encontrar solução pra todos os problemas, mas esquecer o mundo quando teus braços me tiram do chão no melhor abraço de todos, sempre o último, libertando meu mais sincero sorriso. É ternura. Quem tem ternura na vida hoje em dia? Talvez na prática ninguém nem saiba o que isso significa. Eu sei.
Felicidade de espírito faz com que não importe o lado de fora, é a alma que sorri, os olhos brilham e voltamos a ser crianças...
...Lizi (10/11)
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Nós - Oito meses
Nós dois juntos é sempre MUITO juntos. Uma farra. A engenharia perfeita, o exagero, a intensidade, o prazer ao extremo... busca incessante. Uma vida traçada, certezas. Em tudo pode dar errado e até nisso somos iguais, nada vem fácil. Por isso a gente ri tanto, o tempo todo. Por isso acompanhamos aos berros aquela nossa música, enquanto as buzinas impacientes do engarrafamento não entendem nossa contra-mão de sentimentos. Juntos, no carnaval finalmente fez frio e nas férias de inverno a lenha ocupou espaço escorada na lareira. Um filme é no mínimo três e sempre acompanhados por potes enormes de guloseimas sem culpa. É dormir quando a maioria acorda. Quem perder, encara a dose de tequila ou a louça, dependendo da aposta. Nossa caminhadinha tem 6km e nossas ligações horas ou o tempo que a bateria permitir. Atendentes de locadora desenvolvem problemas psicológicos e argentinos fazem gestos obscenos sem o menor motivo aparente... bicicletas derrubam ciclistas e bruxas mortas na inquisição se fazem passar por velhinhas que andam de moto. Lojas de brinquedos viram labirintos e praia é coisa de inverno. Caipirinha de morango, morango com qualquer coisa... absolut com qualquer coisa! TV desligada, pizza de madrugada. Somos Imortais, tricolores. Guerra de almofadas, pantufas e South Park's voadores. Música, fotos, chocolate, cinema, beijos. Viagem com chuva, desenho animado, edredom, bagunça. Soninho e fominha. 9 e 19. Preguiça, abraço, frio. Saudade do que ainda nem vivemos. Vontade do tempo que perdemos. Somos a época do colégio e o nunca. Ovomaltine (extra). Eu aprendo a jogar video-game, ele, a surfar. Apelidos ridículos, claro, porque tbm somos um casal como qualquer outro. Amantes à moda antiga. Teorias de conspiração. Um não chega mais atrasado, o outro não mais tão cedo. Equilíbrio, quem sabe... Um pensa o que o outro tem coragem de dizer. Piso preto e branco. Janela aberta. Capuccino. Mil tchaus pra Marion. E somos muita risada, de doer a barriga e os carrinhos. De segurar e rir quando não pode. Somos olhos e olhares... um certo charme. Somos muito e quase nada, só mais dois... em um. Nós.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Minha prerrogativa
Sou de palavras, de linhas, de texto. De encontrar argumentos, ter opinião... eu respondo, eu discuto, eu convenço.
Essa é minha regra.
Ele é minha exceção...
"Oi meu amor... que saudade!
Hoje tá difícil, não sei quantas vezes, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu pensava em ti, na gente... lágrimas de saudade, tristeza pois falta um parte de mim, a principal de todas, tu.
Mais uma vez lágrimas, o marejar dos olhos... a saudade que não dá trégua. O dia todo assim.
Não sei mais o que faço, não sei pra onde olho, onde procurar a tua presença... bisbilhotei fotos, textos, e-mails e mensagens... não tem mais nenhum escape possível. Tentei todos! Só a tua presença, o teu beijo para me fazer sorrir.
E o frio... cada vez pior, cortante, penetrando pela minha roupa, indo direto para o meu coração... coração que nunca imaginou bater tão forte pela simples presença de alguém, nervosismo que aparece por fatos simples, doses e mais doses de adrenalina em saber que vou te ver, te ligar... porque eu sinto isso? Essa é uma pergunta que tem resposta... porque eu te amo, porque tu é a mulher da minha vida.
Mais uma vez sozinho e com frio... tentei me esconder da saudade escrevendo esse e-mail mas não adianta, ela me persegue...
Por 6 anos senti uma saudade que não sabia do que era, um vazio que não havia maneira de preencher, hoje eu sei de quem sentia falta e quem preencheria o meu coração.
Não resisto mais, não tenho forças pra aguentar a distância... a necessidade de te ter está fora dos padrões normais... padrões, uma palavra que não tem mais significado, nada com a gente está dentro de padrões, nada sujeito à regras... nossas próprias regras, nosso próprios padrões, isso é o que importa... não quero me esconder atrás de nada, quero expor meus sentimentos... EU TE AMO LIZI!
Eu te amo com todas as minha forças meu amor.
Te quero com o mais sincero e puro sentimento.
Preciso de ti como nunca precisei de nada.
Beijo amor da minha vida.
Diego (24/07)"
Essa é minha regra.
Ele é minha exceção...
"Oi meu amor... que saudade!
Hoje tá difícil, não sei quantas vezes, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu pensava em ti, na gente... lágrimas de saudade, tristeza pois falta um parte de mim, a principal de todas, tu.
Mais uma vez lágrimas, o marejar dos olhos... a saudade que não dá trégua. O dia todo assim.
Não sei mais o que faço, não sei pra onde olho, onde procurar a tua presença... bisbilhotei fotos, textos, e-mails e mensagens... não tem mais nenhum escape possível. Tentei todos! Só a tua presença, o teu beijo para me fazer sorrir.
E o frio... cada vez pior, cortante, penetrando pela minha roupa, indo direto para o meu coração... coração que nunca imaginou bater tão forte pela simples presença de alguém, nervosismo que aparece por fatos simples, doses e mais doses de adrenalina em saber que vou te ver, te ligar... porque eu sinto isso? Essa é uma pergunta que tem resposta... porque eu te amo, porque tu é a mulher da minha vida.
Mais uma vez sozinho e com frio... tentei me esconder da saudade escrevendo esse e-mail mas não adianta, ela me persegue...
Por 6 anos senti uma saudade que não sabia do que era, um vazio que não havia maneira de preencher, hoje eu sei de quem sentia falta e quem preencheria o meu coração.
Não resisto mais, não tenho forças pra aguentar a distância... a necessidade de te ter está fora dos padrões normais... padrões, uma palavra que não tem mais significado, nada com a gente está dentro de padrões, nada sujeito à regras... nossas próprias regras, nosso próprios padrões, isso é o que importa... não quero me esconder atrás de nada, quero expor meus sentimentos... EU TE AMO LIZI!
Eu te amo com todas as minha forças meu amor.
Te quero com o mais sincero e puro sentimento.
Preciso de ti como nunca precisei de nada.
Beijo amor da minha vida.
Diego (24/07)"
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Olhar nos teus olhos pidões e nem sempre conseguir dizer: não posso. É mentira! Eu sei que tu sabe, eu posso tudo. E até quando finjo que não me importo, quando não olho pra trás, até nesse momento a minha vontade é de ficar. E quando faço questão de não dar méritos para os elogios é que eles são essenciais, é porque se tornaram absolutamente necessários. Os outros não servem mais, só alimentam egos vazios, superficiais, nada fundamentados. Dá vontade de ficar.
Vou escrever no final do e-mail, antes de desligar, entre uma risada e outra... eu não vou ficar.
Eu podia aceitar, esquecer os receios e encarar as mudanças, mas eu adoro o tom da tua voz quando tenta me convencer, o mesmo carinho dos elogios persuasivos, me iludindo com um ar de decisão tomada, me convocando. Ai que vontade de ficar.
Um finge que aceita, o outro finge que não quer. Somos hipócritas no amor, irracionais disfarçados, românticos incondicionais amando pela primeira vez, numa constante entrega, na vontade que não acaba.
Não vou ficar, mas fui lá fora e senti aquele frio, não sei bem se é só o inverno ou o barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, assustadora. Arrepio... vontade de voltar.
Vontade... não posso... Vontade... vou indo... me entende... eu sou assim!
Então decidi falar baixinho, assim, com letras miúdas que eu vou ficar. Desde que continuemos com esse jogo, essa dúvida, a adrenalina da surpresa... sim, eu prometo ficar.
Vou escrever no final do e-mail, antes de desligar, entre uma risada e outra... eu não vou ficar.
Eu podia aceitar, esquecer os receios e encarar as mudanças, mas eu adoro o tom da tua voz quando tenta me convencer, o mesmo carinho dos elogios persuasivos, me iludindo com um ar de decisão tomada, me convocando. Ai que vontade de ficar.
Um finge que aceita, o outro finge que não quer. Somos hipócritas no amor, irracionais disfarçados, românticos incondicionais amando pela primeira vez, numa constante entrega, na vontade que não acaba.
Não vou ficar, mas fui lá fora e senti aquele frio, não sei bem se é só o inverno ou o barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, assustadora. Arrepio... vontade de voltar.
Vontade... não posso... Vontade... vou indo... me entende... eu sou assim!
Então decidi falar baixinho, assim, com letras miúdas que eu vou ficar. Desde que continuemos com esse jogo, essa dúvida, a adrenalina da surpresa... sim, eu prometo ficar.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Desapego
Eu insisti. Fiz a maior força que pude pra te olhar nos olhos e não perguntar porque? Chorei sozinha, gritei em casa, jurei que não iria ficar assim e permiti que o tempo fizesse ficar assim. Mesmo não ficando. Mudei por dentro, ainda que por fora pareça sempre a mesma... guriazinha. Quando pessoas que não conheço vão parar de me chamar de guriazinha? Eu não sou guriazinha, nem na idade, muito menos na maldade.
De mim tu teve tudo e foi nada perto do que ainda poderia te dar. Minhas maiores esperanças, meus objetivos e uma certa dedicação. Te fiz minha responsabilidade e alimentei teu ego quando deveria te repreender. Ri das tuas trapaças achando tudo um charme. Com amor de mãe perdoei o imperdoável e com zelo de pai te apoiei, sorri com os lábios e chorei por dentro de dor.
Eu sou errada, como toda criatura que respira, faço besteiras e tento corrigir com outras.
Por ti eu fui além, eu perdi a calma, te defendi, te dei razão quando estava errado e colo quando a vida tentava te ensinar a pagar pelos erros. Eu cometi o maior de todos, fui mais que irmã.
Talvez carregue essa dor até o fim, talvez chore toda vez que lembrar dos nossos planos, de nossas juras, da nossa parceria que vai sempre a melhor de todas, mesmo sem existir. Tu me ensinou a entender amor de mãe, de pai e a sofrer como eles sofrem quando ainda era cedo pra mim... não passo de filha.
Chega desse peso, da culpa, das preocupações... chega de lamentar. Se tudo que aprendemos juntos e de onde viemos não faz falta pra ti, vou aprender a não lembrar... tu nunca está aqui mesmo.
A vida se encarrega, ela decide o caminho.
Boa sorte no teu, um dia quem sabe, te conto o meu!
De mim tu teve tudo e foi nada perto do que ainda poderia te dar. Minhas maiores esperanças, meus objetivos e uma certa dedicação. Te fiz minha responsabilidade e alimentei teu ego quando deveria te repreender. Ri das tuas trapaças achando tudo um charme. Com amor de mãe perdoei o imperdoável e com zelo de pai te apoiei, sorri com os lábios e chorei por dentro de dor.
Eu sou errada, como toda criatura que respira, faço besteiras e tento corrigir com outras.
Por ti eu fui além, eu perdi a calma, te defendi, te dei razão quando estava errado e colo quando a vida tentava te ensinar a pagar pelos erros. Eu cometi o maior de todos, fui mais que irmã.
Talvez carregue essa dor até o fim, talvez chore toda vez que lembrar dos nossos planos, de nossas juras, da nossa parceria que vai sempre a melhor de todas, mesmo sem existir. Tu me ensinou a entender amor de mãe, de pai e a sofrer como eles sofrem quando ainda era cedo pra mim... não passo de filha.
Chega desse peso, da culpa, das preocupações... chega de lamentar. Se tudo que aprendemos juntos e de onde viemos não faz falta pra ti, vou aprender a não lembrar... tu nunca está aqui mesmo.
A vida se encarrega, ela decide o caminho.
Boa sorte no teu, um dia quem sabe, te conto o meu!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Víctima
A noite se arrasta, pede bengala de tanto que demora. Acho que o tempo esquece de mim aqui, ele deve dormir à noite, como a maioria.
A lua (ingrata) agora me dá as costas, o que antes confortava, implorando um momento de solidão, agora ilumina um vazio aqui dentro, um buraco cada vez maior, me engolindo aos poucos. Ela devia ser mais tua do que minha, é provável que ela apenas me vigiasse, fazendo companhia enquanto tu não chegava, guardando minhas confissões pra depois soprá-las no teu ouvido. Isso explicaria muita coisa.
Ando sentindo falta do sol, assim como um dia senti da lua, mas não tenho coragem de sair sozinha... e se ele tbm denunciar a cratera que tento esconder? Melhor colocar o óculos e correr pra casa, pro escuro do meu quarto, antes que ele alcance o ponto mais alto e me impeça o subterfúgio.
"Bom dia meu amor"
De dia o tempo é mais amigo... ou menos inimigo. O barulho lá fora me distrai e o cobertor protege, hora de dormir, sozinha até no descanso. Sono eu nunca tenho, mas a saudade desconhece esse detalhe e quando fecho os olhos, corro pra ti e ao teu lado ela nunca pode me atingir.
Finalmente, o pôr-do-sol chega pra me socorrer. Em vez disso revela a única verdade... somos apenas vítimas de um ser que trás nos olhos o poder de seduzir e, com o charme de um Deus, conquistar eternamente.
...Lizi
*Víctima: criatura viva que os imolavam aos deuses em holocausto.
A lua (ingrata) agora me dá as costas, o que antes confortava, implorando um momento de solidão, agora ilumina um vazio aqui dentro, um buraco cada vez maior, me engolindo aos poucos. Ela devia ser mais tua do que minha, é provável que ela apenas me vigiasse, fazendo companhia enquanto tu não chegava, guardando minhas confissões pra depois soprá-las no teu ouvido. Isso explicaria muita coisa.
Ando sentindo falta do sol, assim como um dia senti da lua, mas não tenho coragem de sair sozinha... e se ele tbm denunciar a cratera que tento esconder? Melhor colocar o óculos e correr pra casa, pro escuro do meu quarto, antes que ele alcance o ponto mais alto e me impeça o subterfúgio.
"Bom dia meu amor"
De dia o tempo é mais amigo... ou menos inimigo. O barulho lá fora me distrai e o cobertor protege, hora de dormir, sozinha até no descanso. Sono eu nunca tenho, mas a saudade desconhece esse detalhe e quando fecho os olhos, corro pra ti e ao teu lado ela nunca pode me atingir.
Finalmente, o pôr-do-sol chega pra me socorrer. Em vez disso revela a única verdade... somos apenas vítimas de um ser que trás nos olhos o poder de seduzir e, com o charme de um Deus, conquistar eternamente.
...Lizi
*Víctima: criatura viva que os imolavam aos deuses em holocausto.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Anti-Desagravo
Faz tempo esforço-me para encontrar maneira de justificar, transmitir tal sentimento mesmo convencida de que o sorriso que trago nos olhos é, sem sombra de dúvidas, a melhor entre todas as explicações.
Quisera eu encontrar palavras para descrever tamanho mistifório de sensações, algumas ainda desconhecidas, outras, em parte, esquecidas pelo caminho. Nessa minha mania absurda de encontrar definição pra tudo, como classificar essa felicidade? Em que gaveta de um armário no ápice da crise de 1/4 de vida, guardar uma alegria adolescente? Entre as meias coloridas talvez, mas confesso: por hora me sinto tola.
E enquanto aperto os dedos por não compreender, um sorriso sai fácil assim que percebo teus olhos na minha direção, brota aquele nosso entusiasmo sem qualquer motivação e prevalece a ânsia de aproveitar cada segundo mesmo quando o momento é de dificuldade.
Uma esponja, é assim que me sinto absorvendo toda energia que vibra a tua presença. Uma esponja ladra, roubando tua vitalidade de maneira calculada, beijo após beijo. Presa à uma certeza sem argumentos... nem pra defesa e tão pouco pro ataque, mas que faz agir, perder a razão e ainda sim manter-se no centro. Liberta de qualquer necessidade de aprovação ou aceitações cheias de hipocrisia.
Danem-se todos vocês, prefiro viver bem e não me importo se o nosso relógio voa e corre riscos, não esqueci a idéia de saltar de pára-quedas... agora tenho quem me segure.
...Lizi
sexta-feira, 7 de março de 2008
Epílogo - Verão
Vontade dessas quatro paredes apenas. A fresta estratégica por onde vejo o céu. Torcer que essas nuvens negras fiquem. Calor. Que saco! Eu me afundo, sou mestre nisso, cavar o buraco mais profundo e despejar toda a areia sobre as minhas próprias costas, o mais rápido possível. Isso causa espanto, legal! Meu lado adolescente ainda gosta de causar espanto, só que agora dói. Cansei da instabilidade. Dos olhares curiosos, de fazer social! A arte de evitar pessoas é árdua e eu to cansada. Acordei às quatro da manhã e pensei no escuro: “acho que o pior já passou”. Agora as conseqüências. Uma ou duas positivas que ainda não encontrei e esse manancial de broncas pra resolver. Se eu pensar muito volto pra lá e isso eu não quero. Quem sabe uma dose de irresponsabilidade acompanhada de uma certa alienação seja uma saída? E força, muita força! Eu agüento. Já terminei aquele livro mesmo, o melhor de todos. Hora das velhas mudanças, sempre novas, sempre iguais. Meu mundo não é igual ao de vocês... na minha praia chove, o meu verão é frio e o meu dia perfeito não é dia, é noite. Não me diga o que pensa a meu respeito eu simplesmente não quero saber. Meu alto precisa do baixo pra ser valorizado e, no final sou eu que levo a vida da maneira mais intensa. Eu sofro, ok! Eu fecho portas, eu perco eventos “imperdíveis”, não ligo e nem mando notícias, me isolo. Isso tudo porque a minha capacidade de regeneração é muito maior e por isso não consigo ser constante. É até melhor, eu não gosto de verão!
Fiz uma volta enorme, não me arrependo, mas descobri que prefiro voltar pros meus velhos CDs, pro mar... é pena eu ser obrigada a comprar uma prancha nova, sabe como é, to sem grana.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
PAZ
Eu quero paz. Não essa paz em silêncio, esse lugar ermo, solitário. Dispenso tal sossego.
A minha paz tem música, o som da tua voz, nossas risadas, os jargões. Tem cor definida, de morango, de chocolate, dos teus olhos. Tem gosto, como no paraíso... um lugar de delícias. O meu perfume para te atrair e com o teu se confundir. Tem no pináculo dessa boa harmonia a morada dos anjos, com noites frias, tempestuosas, bem à nossa maneira, com o cessar de hostilidades, tranqüilidade de espírito, benevolência na alma, teu braço envolto na minha cintura, tantas vezes forte como quem expõe propriedade, outras vezes leve como se rogasse um carinho. Teu olhos sinceros vigiando meu sono denso, raro, de um corpo exausto. Tem sorriso fácil. Tua mão à procura da minha por instinto, impulso natural. Tem o aconchego de um abraço e conforto permanente. Nela posso satisfazer meu altruísmo com o objeto da minha afeição, excluso o risco da ingratidão, tal paz não espera reciprocidade. Posso doar-me por inteiro, sem receio, regras ou formas de proceder, apenas o ímpeto inato de um ser dominado pela paixão* e, ter como primeira e última sensação do dia o amor. É essa a paz tão esperada pelos anjos atrapalhados, encerra suas jornadas, cumpre o dever... almas finalmente unidas, hora de ceder a morada, criar o nicho dos enamorados.
*Paixão: do Lat. passione, sofrimento
Sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo; cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação; sofrimento intenso e prolongado; parcialidade.
A minha paz tem música, o som da tua voz, nossas risadas, os jargões. Tem cor definida, de morango, de chocolate, dos teus olhos. Tem gosto, como no paraíso... um lugar de delícias. O meu perfume para te atrair e com o teu se confundir. Tem no pináculo dessa boa harmonia a morada dos anjos, com noites frias, tempestuosas, bem à nossa maneira, com o cessar de hostilidades, tranqüilidade de espírito, benevolência na alma, teu braço envolto na minha cintura, tantas vezes forte como quem expõe propriedade, outras vezes leve como se rogasse um carinho. Teu olhos sinceros vigiando meu sono denso, raro, de um corpo exausto. Tem sorriso fácil. Tua mão à procura da minha por instinto, impulso natural. Tem o aconchego de um abraço e conforto permanente. Nela posso satisfazer meu altruísmo com o objeto da minha afeição, excluso o risco da ingratidão, tal paz não espera reciprocidade. Posso doar-me por inteiro, sem receio, regras ou formas de proceder, apenas o ímpeto inato de um ser dominado pela paixão* e, ter como primeira e última sensação do dia o amor. É essa a paz tão esperada pelos anjos atrapalhados, encerra suas jornadas, cumpre o dever... almas finalmente unidas, hora de ceder a morada, criar o nicho dos enamorados.
*Paixão: do Lat. passione, sofrimento
Sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo; cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação; sofrimento intenso e prolongado; parcialidade.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
A vida não é uma comédia romântica por L. F. Veríssimo
Lendo a coluna desse, que é um dos meus escritores favoritos, tive um daqueles momentos de satisfação, de realização pessoal dos quais é constituída a tão procurada felicidade.
Nesses primeiros meses do ano uma certa angústia toma conta da maioria das pessoas, uma mistura de decepção pelas não realizações do ano que passou com a vontade de começar tudo novo, de esperanças também renovadas.
Comigo não é diferente. Por isso mesmo cada vez mais fico encantada com o poder das palavras, a transformação que uma frase, um livro inesperado ou uma simples coluna do jornal quotidiano pode trazer. Depois de algumas linhas percebi a importância do que havia acontecido na minha vida. E que todos os motivos para preocupação são ínfimos. Tenho muito que comemorar e é isso que eu vou fazer não importa o que aconteça.
Quando a ocasião for favorável aproveite sem titubear e, mesmo que ela não seja, não desperdice. A vida não é uma comédia romântica, mas pode chegar bem perto.
Eis a coluna do Veríssimo...
Homem e mulher se conhecem numa sala de espera de médico. Ela grávida, ele esperando a mulher, que consulta com o médico. Ele oferece a Caras que estava folheando:
- Quer dar uma olhada?
Ela:
- Acho que essa eu já vi. É nova?
Ele, depois de consultar a data da revista:
- Bom, é deste século...
Os dois riem. E se apaixonam.
Dessas coisas. destino, química... Quem explica essas coisas...
Se apaixonam, pronto. Mas não caem nos braços um do outro. Mesmo porque a barriga dela, de sete meses, não permitiria. Ficam apenas se olhando, atônitos com o que aconteceu. Pois junto com o amor súbito vem a certeza de sua impossibilidade. Como uma ferida fazendo casca em segundos. E como nenhum dos dois é um monstro de frivolidade, e como a vida não é uma comédia romântica, é uma coisa muito séria, e como eles não podem largar tudo e fugir, trocam informações rápidas, para pelo menos ter mais o que lembrar quando lembrarem aquele momento sem nenhum futuro, aquela quase loucura. sim, é o primeiro filho dela. Menino. E a mulher dele? Está consultando o médico porque a gestação complicou, o parto talvez precise ser prematuro. Também é o primeiro filho deles. filha. Menina. Que mais? Que mais? Não há tempo para biografias completas. Gostos, endereços, telefones, nada. A mulher dele sai do consultório. Ele tem que ir embora. Dá um jeito de voltar sozinho e perguntar o nome dela. Maria Alice. E o dele? Rogério!
Rogério! E sai correndo, para nunca mais se encontrarem.
Mas se encontram. Três anos depois, na sala de espera de um pediatra.
Ela chega com uma criança no colo. Ele está lendo uma revista. Talvez a mesma Caras. Os dois se reconhecem instantaneamente. Ele pega a mãozinha da criança. Pergunta o nome. É João Carlos, Caquinho.
- Está com algum...
- Não, não. consulta normal. Ele é saudável até demais. Hiperativo. E a de vocês? O parto, afinal...
- Foi bem, foi bem. Ela está ótima. se chama Gabriela. Só veio fazer um checape. eu não posso ficar lá dentro porque fico nervoso.
E declara que não houve dia em que não pensasse nela, e no que poderia ter sido se tivessem saído juntos daquele consultório, anos atrás, e seguido seus instintos, e feito aquela loucura. E ela confessa que também pensou muito neles e no que poderia ter sido. E ele está prestes a pedir um telefone, um endereço, um sobrenome para procurar no guia, quando a mulher sai do consultório com a filha deles no colo e ele precisa ir atrás, e só consegue é um olhar de despedida, um triste olhar de nunca mais.
Mas se encontram outra vez.
Dois anos depois, na sala de espera de um pronto-socorro. Ele com a mulher, ela com o marido. Ele leva um susto ao vê-la. O que houve? É o Caquinho. O cretino conseguiu prender a língua numa lata de Coca.
Ele se emociona. A mulher dele não entende. De onde o marido conhece aquele Caquinho? E aquela mulher, que está perguntando se aconteceu alguma coisa com a Gabriela? Não foi nada, Gabriela só bateu a cabeça na borda da piscina e está levando alguns pontos. E nem a mulher dele nem o marido dela entendem por que, ao chegar a notícia de que o Caquinho só ficará com a língua um pouco inchada, os dois se abraçam daquela maneira, tão comovidos.
Depois, em casa, ele se explica:
- Solidariedade humana, pô.
A história não precisa terminar aí. Rogério e Maria Alice podem continuar se encontrando, de tempos em tempos, em salas de espera (dentistas, traumatologistas, psicólogos especializados em problemas de adolescentes etc.) até um dia ela sair do quarto de hospital onde está Caquinho, que teve um acidente de ultraleve, e avistá-lo na sala de espera da maternidade, e pergunta:
- A Gabriela está tendo bebê?
E ele fazer que sim com a cabeça, com cara de para onde foram as nossas vidas?
Nesses primeiros meses do ano uma certa angústia toma conta da maioria das pessoas, uma mistura de decepção pelas não realizações do ano que passou com a vontade de começar tudo novo, de esperanças também renovadas.
Comigo não é diferente. Por isso mesmo cada vez mais fico encantada com o poder das palavras, a transformação que uma frase, um livro inesperado ou uma simples coluna do jornal quotidiano pode trazer. Depois de algumas linhas percebi a importância do que havia acontecido na minha vida. E que todos os motivos para preocupação são ínfimos. Tenho muito que comemorar e é isso que eu vou fazer não importa o que aconteça.
Quando a ocasião for favorável aproveite sem titubear e, mesmo que ela não seja, não desperdice. A vida não é uma comédia romântica, mas pode chegar bem perto.
Eis a coluna do Veríssimo...
Homem e mulher se conhecem numa sala de espera de médico. Ela grávida, ele esperando a mulher, que consulta com o médico. Ele oferece a Caras que estava folheando:
- Quer dar uma olhada?
Ela:
- Acho que essa eu já vi. É nova?
Ele, depois de consultar a data da revista:
- Bom, é deste século...
Os dois riem. E se apaixonam.
Dessas coisas. destino, química... Quem explica essas coisas...
Se apaixonam, pronto. Mas não caem nos braços um do outro. Mesmo porque a barriga dela, de sete meses, não permitiria. Ficam apenas se olhando, atônitos com o que aconteceu. Pois junto com o amor súbito vem a certeza de sua impossibilidade. Como uma ferida fazendo casca em segundos. E como nenhum dos dois é um monstro de frivolidade, e como a vida não é uma comédia romântica, é uma coisa muito séria, e como eles não podem largar tudo e fugir, trocam informações rápidas, para pelo menos ter mais o que lembrar quando lembrarem aquele momento sem nenhum futuro, aquela quase loucura. sim, é o primeiro filho dela. Menino. E a mulher dele? Está consultando o médico porque a gestação complicou, o parto talvez precise ser prematuro. Também é o primeiro filho deles. filha. Menina. Que mais? Que mais? Não há tempo para biografias completas. Gostos, endereços, telefones, nada. A mulher dele sai do consultório. Ele tem que ir embora. Dá um jeito de voltar sozinho e perguntar o nome dela. Maria Alice. E o dele? Rogério!
Rogério! E sai correndo, para nunca mais se encontrarem.
Mas se encontram. Três anos depois, na sala de espera de um pediatra.
Ela chega com uma criança no colo. Ele está lendo uma revista. Talvez a mesma Caras. Os dois se reconhecem instantaneamente. Ele pega a mãozinha da criança. Pergunta o nome. É João Carlos, Caquinho.
- Está com algum...
- Não, não. consulta normal. Ele é saudável até demais. Hiperativo. E a de vocês? O parto, afinal...
- Foi bem, foi bem. Ela está ótima. se chama Gabriela. Só veio fazer um checape. eu não posso ficar lá dentro porque fico nervoso.
E declara que não houve dia em que não pensasse nela, e no que poderia ter sido se tivessem saído juntos daquele consultório, anos atrás, e seguido seus instintos, e feito aquela loucura. E ela confessa que também pensou muito neles e no que poderia ter sido. E ele está prestes a pedir um telefone, um endereço, um sobrenome para procurar no guia, quando a mulher sai do consultório com a filha deles no colo e ele precisa ir atrás, e só consegue é um olhar de despedida, um triste olhar de nunca mais.
Mas se encontram outra vez.
Dois anos depois, na sala de espera de um pronto-socorro. Ele com a mulher, ela com o marido. Ele leva um susto ao vê-la. O que houve? É o Caquinho. O cretino conseguiu prender a língua numa lata de Coca.
Ele se emociona. A mulher dele não entende. De onde o marido conhece aquele Caquinho? E aquela mulher, que está perguntando se aconteceu alguma coisa com a Gabriela? Não foi nada, Gabriela só bateu a cabeça na borda da piscina e está levando alguns pontos. E nem a mulher dele nem o marido dela entendem por que, ao chegar a notícia de que o Caquinho só ficará com a língua um pouco inchada, os dois se abraçam daquela maneira, tão comovidos.
Depois, em casa, ele se explica:
- Solidariedade humana, pô.
A história não precisa terminar aí. Rogério e Maria Alice podem continuar se encontrando, de tempos em tempos, em salas de espera (dentistas, traumatologistas, psicólogos especializados em problemas de adolescentes etc.) até um dia ela sair do quarto de hospital onde está Caquinho, que teve um acidente de ultraleve, e avistá-lo na sala de espera da maternidade, e pergunta:
- A Gabriela está tendo bebê?
E ele fazer que sim com a cabeça, com cara de para onde foram as nossas vidas?
sábado, 29 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
PARA VIVER UM GRANDE AMOR por Vinicius de Moraes
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
PAPAI NOEL VELHO BATUTA - Garotos Podres
Papai Noel f*** da p***
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Papai Noel f*** da p***
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres
Pobres
Mas nós vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo
Por que?
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Por que?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Abstinência
Gostaria de conseguir explicar o que estou sentindo. Escrever parece difícil. Sinto uma enorme incapacidade. Toda forma de expressão de repente é insuficiente frente à imensidão de sentimento que encontrei ao teu lado.
Fico em paz, nada mais importa, é como se não existisse mais nada. Perco a noção do tempo, do espaço, esqueço tudo pq minha única necessidade é a satisfação que encontrei nesse colo. Hoje posso afirmar convicta que amar é sim, como um dia esperei, a morada dos anjos, um paraíso particular, o lugar onde a busca finalmente se extingue. Encontrei em um sorriso minha maior alegria, nesse peito meu abrigo, nessas mãos a segurança, no beijo todos meus desejos, nesses olhos é que vejo meu futuro.
Só que esqueci como fazia pra conseguir viver incompleta e agora padeço com paciência em cada instante que sou obrigada a estar longe. Vou do céu ao inferno em um fração de segundos, só o tempo que meus olhos levam pra perdê-lo de vista. Uma inquietação absurda toma conta dos meus sentidos. Pensar em alguma coisa que não seja a parte que me falta exige um esforço quase sobre-humano. Dormir duas ou três horas ininterruptas virou tarefa impossível de se realizar. Dispersa eu esbarro em tudo, vou e volto pra lugar nenhum, abro a geladeira pra pensar, organizo gavetas, tento permanecer sentada por alguns minutos enquanto acabo com as minhas unhas, devoro chocolates por pura ansiedade, escrevo mensagens que não envio, olho nossa foto incessantemente, choro de felicidade depois de ler um e-mail, choro de saudade depois de desligar o telefone. O cérebro não para, parece correr uma maratona, me irrito por nada, não quero conversar com ninguém... a própria viciada em sua pior crise de abstinência.
Minha droga só faz bem, mas o uso é controlado, precisa respeitar datas e horários e a carência quer me enlouquecer. Se isso tudo são sintomas de saudade eu menti todas as outras vezes que disse ter sentido saudades de alguém.
Nem que eu fizesse uso de todas as palavras da língua portuguesa eu conseguiria me aproximar de tal sentimento. Não me julgue louca pela sinceridade, nem me considere tola por amar tanto e incondicionalmente porque mesmo que a maioria dos meus dias se restrinjam à crises de abstinência eles são nada se comparados a uma noite na morada dos anjos.
Fico em paz, nada mais importa, é como se não existisse mais nada. Perco a noção do tempo, do espaço, esqueço tudo pq minha única necessidade é a satisfação que encontrei nesse colo. Hoje posso afirmar convicta que amar é sim, como um dia esperei, a morada dos anjos, um paraíso particular, o lugar onde a busca finalmente se extingue. Encontrei em um sorriso minha maior alegria, nesse peito meu abrigo, nessas mãos a segurança, no beijo todos meus desejos, nesses olhos é que vejo meu futuro.
Só que esqueci como fazia pra conseguir viver incompleta e agora padeço com paciência em cada instante que sou obrigada a estar longe. Vou do céu ao inferno em um fração de segundos, só o tempo que meus olhos levam pra perdê-lo de vista. Uma inquietação absurda toma conta dos meus sentidos. Pensar em alguma coisa que não seja a parte que me falta exige um esforço quase sobre-humano. Dormir duas ou três horas ininterruptas virou tarefa impossível de se realizar. Dispersa eu esbarro em tudo, vou e volto pra lugar nenhum, abro a geladeira pra pensar, organizo gavetas, tento permanecer sentada por alguns minutos enquanto acabo com as minhas unhas, devoro chocolates por pura ansiedade, escrevo mensagens que não envio, olho nossa foto incessantemente, choro de felicidade depois de ler um e-mail, choro de saudade depois de desligar o telefone. O cérebro não para, parece correr uma maratona, me irrito por nada, não quero conversar com ninguém... a própria viciada em sua pior crise de abstinência.
Minha droga só faz bem, mas o uso é controlado, precisa respeitar datas e horários e a carência quer me enlouquecer. Se isso tudo são sintomas de saudade eu menti todas as outras vezes que disse ter sentido saudades de alguém.
Nem que eu fizesse uso de todas as palavras da língua portuguesa eu conseguiria me aproximar de tal sentimento. Não me julgue louca pela sinceridade, nem me considere tola por amar tanto e incondicionalmente porque mesmo que a maioria dos meus dias se restrinjam à crises de abstinência eles são nada se comparados a uma noite na morada dos anjos.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Felícia


"...adoro os bichinhos, e os ratos tão fofinhos, levo pra escola e os faço comer, eu boto até perfume e ponho uns vestidinhos...
Tadinhos estão sempre sofrendo, estão sofredo, estão sofrendo..."
Protejam seus filhotes que a Felícia está solta!!!
hahahahaa
sábado, 8 de dezembro de 2007
Professora VIDA
O tempo é sábio, já disse isso antes aqui, mas descobri que a vida é professora, que tudo acontece por uma razão e que não somos tolos por nos enganar com relação ao amor, isso também é aprendizado.
Viver é ter grandes e infinitos amores... com prazo de validade. O coração é um músculo e assim sendo precisa ser exercitado pra que fique forte, preparado para o momento que ele realmente vai bater diferente. Então passamos anos alimentando uma relação, se dedicando integralmente à, até então, alma gêmea pra de repente descobrir que o amor virou amizade e que a inexistente paixão faz uma falta enorme ou pior, alguns se quer tem a oportunidade de viver esses momentos com a desafinada alma gêmea... o enganos não ultrapassam o limite das paixões, duram uma chama apenas. Depois de acelerar com mais uma esperança o coração se torna suspenso, bate triste com o fracasso, mas principalmente decepcionado com mais um equívoco. Nesse momento surgem as promessas... não mais se entregar... não mais acreditar em fraudes... não mais amar. Até que o tal músculo, infringindo as regras, volta a engatar a 3º, e anula todas as promessas, reiniciando o processo de aprendizagem. É claro que a didática da vida é cruel, sería menos doloroso se soubéssemos que esse sentimento hoje sem limites, amanhã vai terminar e que a pessoa que te ensinou tanto durante anos não é a que permanecerá ao seu lado. Quem nunca ouviu de um mestre que para fixar é preciso exercitar? Pois bem... só depois de muitos ou poucos treinos (alguns sempre aprendem mais rápido) estaremos preparados para o jogo de verdade.
Se sentir que perdeu seu grande amor, não se desespere ou melhor... se desespere por que vc precisa aprender, precisa passar por isso, mas lembre que são duas as alternativas: ou não era o grande amor que esperava ou ainda não era o momento pra viver esse sentimento.
O amor da sua vida pode estar no futuro... ou pode voltar do passado pra fazer de hoje esse futuro!
...Lizi
Viver é ter grandes e infinitos amores... com prazo de validade. O coração é um músculo e assim sendo precisa ser exercitado pra que fique forte, preparado para o momento que ele realmente vai bater diferente. Então passamos anos alimentando uma relação, se dedicando integralmente à, até então, alma gêmea pra de repente descobrir que o amor virou amizade e que a inexistente paixão faz uma falta enorme ou pior, alguns se quer tem a oportunidade de viver esses momentos com a desafinada alma gêmea... o enganos não ultrapassam o limite das paixões, duram uma chama apenas. Depois de acelerar com mais uma esperança o coração se torna suspenso, bate triste com o fracasso, mas principalmente decepcionado com mais um equívoco. Nesse momento surgem as promessas... não mais se entregar... não mais acreditar em fraudes... não mais amar. Até que o tal músculo, infringindo as regras, volta a engatar a 3º, e anula todas as promessas, reiniciando o processo de aprendizagem. É claro que a didática da vida é cruel, sería menos doloroso se soubéssemos que esse sentimento hoje sem limites, amanhã vai terminar e que a pessoa que te ensinou tanto durante anos não é a que permanecerá ao seu lado. Quem nunca ouviu de um mestre que para fixar é preciso exercitar? Pois bem... só depois de muitos ou poucos treinos (alguns sempre aprendem mais rápido) estaremos preparados para o jogo de verdade.
Se sentir que perdeu seu grande amor, não se desespere ou melhor... se desespere por que vc precisa aprender, precisa passar por isso, mas lembre que são duas as alternativas: ou não era o grande amor que esperava ou ainda não era o momento pra viver esse sentimento.
O amor da sua vida pode estar no futuro... ou pode voltar do passado pra fazer de hoje esse futuro!
...Lizi
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Torpor
Torpor: do Lat. torpore; estado de inactividade física e mental que não chega ao sono e que caracteriza certas doenças; entorpecimento; indiferença ou inércia moral.
De novo?
O momento tantas vezes representado no espírito toma posse... sentimento inesperado, se quer experimentado, o que parecia perdido pega forma gerando uma incapacidade de discernir e de reconhecer diferentes sentidos, a realidade e as criações da imaginação alimentadas por uma situação sem resolução. O silêncio, a distância, as barreiras em segundos desfeitas, destituídas por algo invisível, incompreensível, quase inaceitável. Os mesmos olhos, malditos olhos que um dia me tiraram o chão. Bendito sorriso por tanto tempo guardado em algum lugar, protegido, intacto. Talvez seja esse o lugar onde buscamos força quando nada mais faz sentido. O lugar que te faz frágil, te arranca as defesas e por isso mesmo te dá energia. Te faz poderoso. Euforia desenfreada que vai de encontro ao medo absurdo, a vontade de correr pra longe, avançar todas as etapas até que isso tudo tenha um fim ou, como tantas vezes desejado, seja definitivamente um começo. Perderam-se as contas... quantas vezes a situação foi refeita? Não existe arrependimento. Não existe orgulho ou certeza da atitude tomada, só sobrou isso, aqui dentro. Quem sabe no fundo quisesse viver com essa dúvida, como um combustivel pra esperança de que existe sim algo que pode ser diferente. Quem sabe. Depois da procura a pergunta: Queria realmente achar?
Agora que achei eu quero pra mim. Proibido. O que não me pertence, a quem não posso pertencer. Mais uma vez esses olhos... mais uma vez o teu jeito que não me deixa em paz. Dessa vez vai ser diferente, mesmo que seja tudo errado, que a ânsia de recuperar o tempo perdido faça com que o resultado seja um equívoco. E se o jogo virou? Quem sabe o ladrão agora é a lei e não resta outra saída se não enfrentar o perigo sem medir nenhuma circunstância. Forte pra tanta coisa e medrosa com tão pouco. O mesmo medo eu não vou ter.
Já fiz minha aposta... é ganhar ou perder... finalmente.
...Lizi (08/11/2007)
De novo?
O momento tantas vezes representado no espírito toma posse... sentimento inesperado, se quer experimentado, o que parecia perdido pega forma gerando uma incapacidade de discernir e de reconhecer diferentes sentidos, a realidade e as criações da imaginação alimentadas por uma situação sem resolução. O silêncio, a distância, as barreiras em segundos desfeitas, destituídas por algo invisível, incompreensível, quase inaceitável. Os mesmos olhos, malditos olhos que um dia me tiraram o chão. Bendito sorriso por tanto tempo guardado em algum lugar, protegido, intacto. Talvez seja esse o lugar onde buscamos força quando nada mais faz sentido. O lugar que te faz frágil, te arranca as defesas e por isso mesmo te dá energia. Te faz poderoso. Euforia desenfreada que vai de encontro ao medo absurdo, a vontade de correr pra longe, avançar todas as etapas até que isso tudo tenha um fim ou, como tantas vezes desejado, seja definitivamente um começo. Perderam-se as contas... quantas vezes a situação foi refeita? Não existe arrependimento. Não existe orgulho ou certeza da atitude tomada, só sobrou isso, aqui dentro. Quem sabe no fundo quisesse viver com essa dúvida, como um combustivel pra esperança de que existe sim algo que pode ser diferente. Quem sabe. Depois da procura a pergunta: Queria realmente achar?
Agora que achei eu quero pra mim. Proibido. O que não me pertence, a quem não posso pertencer. Mais uma vez esses olhos... mais uma vez o teu jeito que não me deixa em paz. Dessa vez vai ser diferente, mesmo que seja tudo errado, que a ânsia de recuperar o tempo perdido faça com que o resultado seja um equívoco. E se o jogo virou? Quem sabe o ladrão agora é a lei e não resta outra saída se não enfrentar o perigo sem medir nenhuma circunstância. Forte pra tanta coisa e medrosa com tão pouco. O mesmo medo eu não vou ter.
Já fiz minha aposta... é ganhar ou perder... finalmente.
...Lizi (08/11/2007)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
PRA GENTE PASSEAR - Papas da Língua
Nada vai fazer com que eu desista
De você... de você...
Tudo o que eu quero eu consigo
E vou lhe dizer
Com você
Não vai ser diferente
Você me olhou
Eu vi seu interesse
Você me ganhou... você me ganhou
Vou descobrir seu endereço
E vou te buscar
Pra gente passear... pra gente passear
sábado, 17 de novembro de 2007
FOGO
Tudo era nada, uma farsa cotidiana, um comportamento padrão, uma situação prenunciada. Então a outra parte ressurge como Fênix de cinzas já levadas pela brisa das primaveras passadas. Como Fenix... avassaladora, soberana faz o que bem entende da minha cômoda rotina montada. Dissipa meus princípios e minhas regras evidenciando minha fragilidade, minha instabilidade. Contentamento é o que me trouxe. Cobriu o meu dia com girassóis e minhas noites deixaram de ser o que eram. Não me reconheço, como uma anulação da personalidade individual, falo coisas sem pensar e me entrego sem considerar riscos. Seria enfim a morada dos anjos, não fosse a realidade, o presente que nos assombra e nos separa. Espírito em mim gravado, ligação inalterável em corpos novamente longínquos. Ainda que limitado e veloz, daria até o que não tenho por uma chance de viver tudo de novo.
...Lizi
...Lizi
sábado, 10 de novembro de 2007
Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Eu quero te roubar pra mim...
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