quarta-feira, 9 de setembro de 2009

!!

Vira e mexe acontece alguma coisa imprevista que muda alguns caminhos, algumas idéias. Eu coleciono esses “acontecimentos”. Em pleno inferno astral é praticamente regra essa coleção aumentar, e nesse caso, figurinha repetida completa álbum sim.
Sempre fui de amar ou odiar, quase que instantâneamente e de difícil reversão, continuo assim, mas demonstro cada vez menos. Bom pra vida social, ruim para aqueles (poucos) que eu gosto e que nem sempre sabem.
Não consigo compreender esse mundo de amores relâmpago, (na real sinto asco dessa banalização do amor) nem amigos que viram irmãos e depois inimigos em um ou dois meses. Por favor, que bando de gente carente! Comprem um cachorro, a companhia é ótima, eles são leais, estáveis e o melhor de tudo: o sentimento é verdadeiro - isso é raro hoje em dia! Carência suprida, fica bem mais fácil achar um amor de verdade ou então entender que ESTAR RODEADO DE “AMIGOS’ NEM SEMPRE QUER DIZER QUE VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO.
Não sou amiga exemplar, sempre esqueço os aniversários, não ligo pra dizer Oi!, não visito, nem preciso de encontros frequentes, mas quando falo dos poucos amigos que guardo, me refiro à pessoas que admiro, pessoas que acrescentam, com quem já discuti, já briguei e é exatamente por ter passado por tudo isso que eles ficaram. Amigo a gente ganha pelos defeitos e não pelas qualidades. Eu sou brigona, temperamental, debochada, implicante, intolerante...é fácil me criticar, difícil mesmo é ser meu amigo.
Ah, mais uma coisinha... se seus programas precisam sempre ser com muitas pessoas, se é chato sair só com o namorado(a) e impossível estar sozinho, tá na hora de olhar um pouquinho pra dentro, tem alguma coisa errada. Quando não encontramos felicidade dentro de nós mesmos, descontamos essa frustração no mundo e, principalmente, em quem encontra.

...Lizi (09/08/2009)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Individualidade

Tenho dias de ficar só curtindo as tão esperadas tardes frias de outono, percorrendo o caminho estrategicamente escolhido, querendo aproveitar cada raio de sol, esquentando... me pego sorrindo. Sabe aquele sorrisinho bobo, tímido, que escapa por nada? Esse mesmo. Sorriso de felicidade instantânea, satisfação, desnuda a alma e contraria espectativas, surge por motivos nada compreensíveis, o mais tolos.

Do que gostamos de verdade? Não importa se faz bem, se é saudável, se vale pra todo mundo ou se é feio até pensar no assunto. Esquece tudo isso, só o que vale é a sensação boa. Se surpreenda com a dificuldade que vai encontrar para formar uma listinha básica e sincera (ou então continue se enganando, achando que é igual, comum. Ninguém é!).

Qualquer criança sabe o que deve ou não apreciar, como se portar, o que não dizer (principalmente). Recebemos um manual cultural, uma herança de todas as familías que divide claramente o certo do errado, nos dá dicas sobre bons hábitos para, enfim, nos tornarmos seres humanos exemplares. E o que meros filhos, na ânsia de contentar mamães e papais dedicados, podem fazer que não seguir corretamente as instruções?

Vivemos infelizes por esquecer uma certa dose de individualidade, essencial. Por não entender que só faz feliz quem sabe ser feliz.
Pague o preço e seja você mesmo.

Eu já não tento mais gostar do verão, de lugares apertados, cerveja, novela ou filmes de comédia, livros de auto-ajuda, multidões, coca-cola, conversas fúteis... aaaaah, eu odeio tudo isso!Há quem diga que sou anti-social, chata, metida, estranha. Ocupo meu tempo com as coisas que realmente me dão prazer e aprendi a não me importar (tanto) com quem não entende.

A grande ironia é que termino meu raciocínio com a certeza de que segui todas as instruções do manual e, é bem provável que me odeie por isso, ou talvez apenas lamente os que não conseguem perceber isso em mim.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Aprendendo a "fazer social"

Preciso, definitivamente, acabar com essa mania de dizer o que penso, principalmente quando for em favor dos que não dizem.
Para se viver bem em grupo, fazer a "social" e agradar os que nele vivem é impossível ser sincera, explanar o que realmente pensa sobre aquela pessoa que não tem noção nem da vida que leva então... pena de morte! Deve-se dizer apenas o que as pessoas querem ouvir, estar sempre de bom humor, feliz e despreocupada, gostar das mesmas coisas estúpidas, ter dinheiro e tempo de sobra para comparecer a todos eventos, baladas, aniversários, churrascos ou como queira chamar esses ajuntamentos (sempre linda, magra, com o melhor sorriso no rosto e, claro, com paciência... toda que você dispuser ainda será pouco). Caso contrário você certamente será encarada como a chata (que não assiste novela nem big brother), inconveniente (porque diz o que pensa e discordada maioria), sem graça (pq você não enche a cara toda vez que sai) e mal educada (pq demonstra sair do sério quando... sai do sério). Ah, pro inferno a sociall! A droga disso tudo é que na maioria das vezes quem realmente importa é que acaba magoado. E é por isso, só por isso que eu quero mudar.Talvez encontrar um meio termo, não esperem que eu saia amando todo mundo, espalhando declarações de sentimentos eternos para quem mal conheço ou que eu vá a lugares que não me agradam porque todomundovaiestarlá! Aí já é demais, neh?!!
Tem uma vinheta da rádio ipanema que não me sai da cabeça "Vc tem uma boca e dois ouvidos" – autoexplicativo (que agora é sem hífem!).

sábado, 10 de janeiro de 2009

Feliz Ano HOJE!

Só agora que os primeiros dias do novo ano passaram, comuns, é que parei pra pensar em 2008. Percebi que não senti a virada, a troca do último dígito, fato estranho já que, desde quando posso me lembrar, o último mês sempre foi longo, cheio de comemorações forçadas, abraços mecânicos, presentes obrigatórios e filas intermináveis. Sem falar no nosso clima nada europeu que faz com que tudo isso receba um ingrediente que completa o desastre: calor. Dessa vez não. Não fiz planos, não desejei que o ano acabasse, que esse espírito (hipócrita) natalino fosse embora de uma vez, junto com o décimo terceiro que a gente nunca sabe onde vai parar, muito menos renovei esperanças. Triste? Nada disso, bem pelo contrário, simplesmente não senti esse peso. Tentando fazer o tradicional balanço entre planos e realizações que entendi a leve e categórica diferença, estou feliz demais pra querer que os dias passem, que o ano mude. Claro que tenho desejos, metas à alcançar, projetos esperando conclusão, início, mas... eu estou tão bem. Ainda preciso perder 3 ou 4kg (ou mais depois das festas), ainda espero, cobiço aquela mudança na vida profissional, ainda quero conseguir administrar melhor meu tempo, meu dinheiro. Fatalmente, tenho uma listinha pro recém nascido, porém, pela primeira vez, isso não é o mais importante. O dia de hoje é. 2007 me ensinou isso... 2008 veio cheio de anseios, esperanças e um sentimento que eu não conhecia. Venceu todas as expectativas e me trouxe muito mais do que eu esperava. Hoje eu sou outra pessoa por dentro e por fora, para os mais observadores. Mudei o olhar para a vida, para os outros, para os fatos e as fotos. O ano, tanto faz, o que tenho hoje foi construído muitos atrás e eu nem consigo lembrar o que houve no meio. O que eu quero não é pouco, eu quero tudo, quero agora, plantar e colher, sorrir e chorar, abraçar todos os abacaxis, rir... Não sei que dia é hoje, eles são todos iguais, lindos, perfeitos, todos juntinhos no fundo dos teus olhos, no meu futuro, no teu olhar.

...Lizi (06/01/2009)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pra ti!

Gosto tanto que essa vontade chega a doer. Doer de saudade, de querer estar perto demais o tempo todo. Dói a pressa para nossas coisas e a lerdeza com que o relógio trabalha toda vez que noites assim chegam... uma lua após a outra. Eu sinto tédio. Tudo à minha volta tão ermo, irritante. Cansei das músicas, das páginas na internet e até dos livros que andam ocupando espaço demais. Eu entendo pq parei de assistir tv toda vez que tento assistir novamente, mas dos nossos cineminhas eu gosto cada vez mais. A culpa é toda nossa, como conseguimos ser aquilo que imaginávamos e acabarmos sempre conseguindo tudo que queremos? ...justo a gente. É claro que não importa mais nada, só teus olhos, teu sorriso, teu ciúme... Mas aí aparecem essas noites (ou dias dependendo do ponto de vista) iguais, marcadas, prontinhas para preencher planilhas estúpidas e livros pra um só imbecil ler. Quando chega essa hora eu fujo do desespero, dá medo imaginaras coisas assim, esse silêncio, essa falta que tu faz. Eu brinco com o tempo, com as horas e espero, com um semi-furor, que a sexta badalada traga a segurança da tua voz e meu retorno à realidade... sempre perto, mesmo quando não estamos juntos.

...Lizi

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008



Fez um ano que tudo começou, algumas coisas tiveram fim e outras, finalmente, explicação.


É muito pra ser só amor, não temos almas tão parecidas que possam ser consideradas gêmeas e passamos longe dos opostos que se atraem. Acho que somos algo mais singelo, paradoxal. Um acabamento, o remate um do outro, respostas, motivos, a principal lição. Aquele equilíbrio tão procurado e, alguma coisa que faz rir como criança dessa vida de gente grande e organizar como adultos nosso piquenique de infância. Ensina a ouvir, falar, cantar, calar. Entender a diferença entre ter respeito e sentir respeito e perder totalmente a vergonha. É soltar a máscara e tirar a armadura... a roupa. Sentir os lábios antes do beijo, a presença pelo cheiro e saudade por antecedência. Perceber na voz e entender em uma palavra. Continuar arrancando os cabelos na tentativa de encontrar solução pra todos os problemas, mas esquecer o mundo quando teus braços me tiram do chão no melhor abraço de todos, sempre o último, libertando meu mais sincero sorriso. É ternura. Quem tem ternura na vida hoje em dia? Talvez na prática ninguém nem saiba o que isso significa. Eu sei.


Felicidade de espírito faz com que não importe o lado de fora, é a alma que sorri, os olhos brilham e voltamos a ser crianças...
...Lizi (10/11)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Nós - Oito meses


Nós dois juntos é sempre MUITO juntos. Uma farra. A engenharia perfeita, o exagero, a intensidade, o prazer ao extremo... busca incessante. Uma vida traçada, certezas. Em tudo pode dar errado e até nisso somos iguais, nada vem fácil. Por isso a gente ri tanto, o tempo todo. Por isso acompanhamos aos berros aquela nossa música, enquanto as buzinas impacientes do engarrafamento não entendem nossa contra-mão de sentimentos. Juntos, no carnaval finalmente fez frio e nas férias de inverno a lenha ocupou espaço escorada na lareira. Um filme é no mínimo três e sempre acompanhados por potes enormes de guloseimas sem culpa. É dormir quando a maioria acorda. Quem perder, encara a dose de tequila ou a louça, dependendo da aposta. Nossa caminhadinha tem 6km e nossas ligações horas ou o tempo que a bateria permitir. Atendentes de locadora desenvolvem problemas psicológicos e argentinos fazem gestos obscenos sem o menor motivo aparente... bicicletas derrubam ciclistas e bruxas mortas na inquisição se fazem passar por velhinhas que andam de moto. Lojas de brinquedos viram labirintos e praia é coisa de inverno. Caipirinha de morango, morango com qualquer coisa... absolut com qualquer coisa! TV desligada, pizza de madrugada. Somos Imortais, tricolores. Guerra de almofadas, pantufas e South Park's voadores. Música, fotos, chocolate, cinema, beijos. Viagem com chuva, desenho animado, edredom, bagunça. Soninho e fominha. 9 e 19. Preguiça, abraço, frio. Saudade do que ainda nem vivemos. Vontade do tempo que perdemos. Somos a época do colégio e o nunca. Ovomaltine (extra). Eu aprendo a jogar video-game, ele, a surfar. Apelidos ridículos, claro, porque tbm somos um casal como qualquer outro. Amantes à moda antiga. Teorias de conspiração. Um não chega mais atrasado, o outro não mais tão cedo. Equilíbrio, quem sabe... Um pensa o que o outro tem coragem de dizer. Piso preto e branco. Janela aberta. Capuccino. Mil tchaus pra Marion. E somos muita risada, de doer a barriga e os carrinhos. De segurar e rir quando não pode. Somos olhos e olhares... um certo charme. Somos muito e quase nada, só mais dois... em um. Nós.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Minha prerrogativa

Sou de palavras, de linhas, de texto. De encontrar argumentos, ter opinião... eu respondo, eu discuto, eu convenço.
Essa é minha regra.
Ele é minha exceção...

"Oi meu amor... que saudade!

Hoje tá difícil, não sei quantas vezes, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu pensava em ti, na gente... lágrimas de saudade, tristeza pois falta um parte de mim, a principal de todas, tu.

Mais uma vez lágrimas, o marejar dos olhos... a saudade que não dá trégua. O dia todo assim.

Não sei mais o que faço, não sei pra onde olho, onde procurar a tua presença... bisbilhotei fotos, textos, e-mails e mensagens... não tem mais nenhum escape possível. Tentei todos! Só a tua presença, o teu beijo para me fazer sorrir.

E o frio... cada vez pior, cortante, penetrando pela minha roupa, indo direto para o meu coração... coração que nunca imaginou bater tão forte pela simples presença de alguém, nervosismo que aparece por fatos simples, doses e mais doses de adrenalina em saber que vou te ver, te ligar... porque eu sinto isso? Essa é uma pergunta que tem resposta... porque eu te amo, porque tu é a mulher da minha vida.

Mais uma vez sozinho e com frio... tentei me esconder da saudade escrevendo esse e-mail mas não adianta, ela me persegue...


Por 6 anos senti uma saudade que não sabia do que era, um vazio que não havia maneira de preencher, hoje eu sei de quem sentia falta e quem preencheria o meu coração.

Não resisto mais, não tenho forças pra aguentar a distância... a necessidade de te ter está fora dos padrões normais... padrões, uma palavra que não tem mais significado, nada com a gente está dentro de padrões, nada sujeito à regras... nossas próprias regras, nosso próprios padrões, isso é o que importa... não quero me esconder atrás de nada, quero expor meus sentimentos... EU TE AMO LIZI!

Eu te amo com todas as minha forças meu amor.
Te quero com o mais sincero e puro sentimento.
Preciso de ti como nunca precisei de nada.
Beijo amor da minha vida.


Diego (24/07)"

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Olhar nos teus olhos pidões e nem sempre conseguir dizer: não posso. É mentira! Eu sei que tu sabe, eu posso tudo. E até quando finjo que não me importo, quando não olho pra trás, até nesse momento a minha vontade é de ficar. E quando faço questão de não dar méritos para os elogios é que eles são essenciais, é porque se tornaram absolutamente necessários. Os outros não servem mais, só alimentam egos vazios, superficiais, nada fundamentados. Dá vontade de ficar.

Vou escrever no final do e-mail, antes de desligar, entre uma risada e outra... eu não vou ficar.

Eu podia aceitar, esquecer os receios e encarar as mudanças, mas eu adoro o tom da tua voz quando tenta me convencer, o mesmo carinho dos elogios persuasivos, me iludindo com um ar de decisão tomada, me convocando. Ai que vontade de ficar.

Um finge que aceita, o outro finge que não quer. Somos hipócritas no amor, irracionais disfarçados, românticos incondicionais amando pela primeira vez, numa constante entrega, na vontade que não acaba.

Não vou ficar, mas fui lá fora e senti aquele frio, não sei bem se é só o inverno ou o barulho do vento nas folhas daquela árvore enorme, assustadora. Arrepio... vontade de voltar.

Vontade... não posso... Vontade... vou indo... me entende... eu sou assim!

Então decidi falar baixinho, assim, com letras miúdas que eu vou ficar. Desde que continuemos com esse jogo, essa dúvida, a adrenalina da surpresa... sim, eu prometo ficar.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Desapego

Eu insisti. Fiz a maior força que pude pra te olhar nos olhos e não perguntar porque? Chorei sozinha, gritei em casa, jurei que não iria ficar assim e permiti que o tempo fizesse ficar assim. Mesmo não ficando. Mudei por dentro, ainda que por fora pareça sempre a mesma... guriazinha. Quando pessoas que não conheço vão parar de me chamar de guriazinha? Eu não sou guriazinha, nem na idade, muito menos na maldade.

De mim tu teve tudo e foi nada perto do que ainda poderia te dar. Minhas maiores esperanças, meus objetivos e uma certa dedicação. Te fiz minha responsabilidade e alimentei teu ego quando deveria te repreender. Ri das tuas trapaças achando tudo um charme. Com amor de mãe perdoei o imperdoável e com zelo de pai te apoiei, sorri com os lábios e chorei por dentro de dor.

Eu sou errada, como toda criatura que respira, faço besteiras e tento corrigir com outras.
Por ti eu fui além, eu perdi a calma, te defendi, te dei razão quando estava errado e colo quando a vida tentava te ensinar a pagar pelos erros. Eu cometi o maior de todos, fui mais que irmã.

Talvez carregue essa dor até o fim, talvez chore toda vez que lembrar dos nossos planos, de nossas juras, da nossa parceria que vai sempre a melhor de todas, mesmo sem existir. Tu me ensinou a entender amor de mãe, de pai e a sofrer como eles sofrem quando ainda era cedo pra mim... não passo de filha.

Chega desse peso, da culpa, das preocupações... chega de lamentar. Se tudo que aprendemos juntos e de onde viemos não faz falta pra ti, vou aprender a não lembrar... tu nunca está aqui mesmo.

A vida se encarrega, ela decide o caminho.
Boa sorte no teu, um dia quem sabe, te conto o meu!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Víctima

A noite se arrasta, pede bengala de tanto que demora. Acho que o tempo esquece de mim aqui, ele deve dormir à noite, como a maioria.

A lua (ingrata) agora me dá as costas, o que antes confortava, implorando um momento de solidão, agora ilumina um vazio aqui dentro, um buraco cada vez maior, me engolindo aos poucos. Ela devia ser mais tua do que minha, é provável que ela apenas me vigiasse, fazendo companhia enquanto tu não chegava, guardando minhas confissões pra depois soprá-las no teu ouvido. Isso explicaria muita coisa.

Ando sentindo falta do sol, assim como um dia senti da lua, mas não tenho coragem de sair sozinha... e se ele tbm denunciar a cratera que tento esconder? Melhor colocar o óculos e correr pra casa, pro escuro do meu quarto, antes que ele alcance o ponto mais alto e me impeça o subterfúgio.

"Bom dia meu amor"
De dia o tempo é mais amigo... ou menos inimigo. O barulho lá fora me distrai e o cobertor protege, hora de dormir, sozinha até no descanso. Sono eu nunca tenho, mas a saudade desconhece esse detalhe e quando fecho os olhos, corro pra ti e ao teu lado ela nunca pode me atingir.

Finalmente, o pôr-do-sol chega pra me socorrer. Em vez disso revela a única verdade... somos apenas vítimas de um ser que trás nos olhos o poder de seduzir e, com o charme de um Deus, conquistar eternamente.

...Lizi

*Víctima: criatura viva que os imolavam aos deuses em holocausto.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Anti-Desagravo


Faz tempo esforço-me para encontrar maneira de justificar, transmitir tal sentimento mesmo convencida de que o sorriso que trago nos olhos é, sem sombra de dúvidas, a melhor entre todas as explicações.


Quisera eu encontrar palavras para descrever tamanho mistifório de sensações, algumas ainda desconhecidas, outras, em parte, esquecidas pelo caminho. Nessa minha mania absurda de encontrar definição pra tudo, como classificar essa felicidade? Em que gaveta de um armário no ápice da crise de 1/4 de vida, guardar uma alegria adolescente? Entre as meias coloridas talvez, mas confesso: por hora me sinto tola.


E enquanto aperto os dedos por não compreender, um sorriso sai fácil assim que percebo teus olhos na minha direção, brota aquele nosso entusiasmo sem qualquer motivação e prevalece a ânsia de aproveitar cada segundo mesmo quando o momento é de dificuldade.


Uma esponja, é assim que me sinto absorvendo toda energia que vibra a tua presença. Uma esponja ladra, roubando tua vitalidade de maneira calculada, beijo após beijo. Presa à uma certeza sem argumentos... nem pra defesa e tão pouco pro ataque, mas que faz agir, perder a razão e ainda sim manter-se no centro. Liberta de qualquer necessidade de aprovação ou aceitações cheias de hipocrisia.


Danem-se todos vocês, prefiro viver bem e não me importo se o nosso relógio voa e corre riscos, não esqueci a idéia de saltar de pára-quedas... agora tenho quem me segure.


...Lizi

sexta-feira, 7 de março de 2008

Epílogo - Verão

Vontade dessas quatro paredes apenas. A fresta estratégica por onde vejo o céu. Torcer que essas nuvens negras fiquem. Calor. Que saco! Eu me afundo, sou mestre nisso, cavar o buraco mais profundo e despejar toda a areia sobre as minhas próprias costas, o mais rápido possível. Isso causa espanto, legal! Meu lado adolescente ainda gosta de causar espanto, só que agora dói. Cansei da instabilidade. Dos olhares curiosos, de fazer social! A arte de evitar pessoas é árdua e eu to cansada. Acordei às quatro da manhã e pensei no escuro: “acho que o pior já passou”. Agora as conseqüências. Uma ou duas positivas que ainda não encontrei e esse manancial de broncas pra resolver. Se eu pensar muito volto pra lá e isso eu não quero. Quem sabe uma dose de irresponsabilidade acompanhada de uma certa alienação seja uma saída? E força, muita força! Eu agüento. Já terminei aquele livro mesmo, o melhor de todos. Hora das velhas mudanças, sempre novas, sempre iguais. Meu mundo não é igual ao de vocês... na minha praia chove, o meu verão é frio e o meu dia perfeito não é dia, é noite. Não me diga o que pensa a meu respeito eu simplesmente não quero saber. Meu alto precisa do baixo pra ser valorizado e, no final sou eu que levo a vida da maneira mais intensa. Eu sofro, ok! Eu fecho portas, eu perco eventos “imperdíveis”, não ligo e nem mando notícias, me isolo. Isso tudo porque a minha capacidade de regeneração é muito maior e por isso não consigo ser constante. É até melhor, eu não gosto de verão!
Fiz uma volta enorme, não me arrependo, mas descobri que prefiro voltar pros meus velhos CDs, pro mar... é pena eu ser obrigada a comprar uma prancha nova, sabe como é, to sem grana.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PAZ

Eu quero paz. Não essa paz em silêncio, esse lugar ermo, solitário. Dispenso tal sossego.
A minha paz tem música, o som da tua voz, nossas risadas, os jargões. Tem cor definida, de morango, de chocolate, dos teus olhos. Tem gosto, como no paraíso... um lugar de delícias. O meu perfume para te atrair e com o teu se confundir. Tem no pináculo dessa boa harmonia a morada dos anjos, com noites frias, tempestuosas, bem à nossa maneira, com o cessar de hostilidades, tranqüilidade de espírito, benevolência na alma, teu braço envolto na minha cintura, tantas vezes forte como quem expõe propriedade, outras vezes leve como se rogasse um carinho. Teu olhos sinceros vigiando meu sono denso, raro, de um corpo exausto. Tem sorriso fácil. Tua mão à procura da minha por instinto, impulso natural. Tem o aconchego de um abraço e conforto permanente. Nela posso satisfazer meu altruísmo com o objeto da minha afeição, excluso o risco da ingratidão, tal paz não espera reciprocidade. Posso doar-me por inteiro, sem receio, regras ou formas de proceder, apenas o ímpeto inato de um ser dominado pela paixão* e, ter como primeira e última sensação do dia o amor. É essa a paz tão esperada pelos anjos atrapalhados, encerra suas jornadas, cumpre o dever... almas finalmente unidas, hora de ceder a morada, criar o nicho dos enamorados.


*Paixão: do Lat. passione, sofrimento
Sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo; cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação; sofrimento intenso e prolongado; parcialidade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A vida não é uma comédia romântica por L. F. Veríssimo

Lendo a coluna desse, que é um dos meus escritores favoritos, tive um daqueles momentos de satisfação, de realização pessoal dos quais é constituída a tão procurada felicidade.
Nesses primeiros meses do ano uma certa angústia toma conta da maioria das pessoas, uma mistura de decepção pelas não realizações do ano que passou com a vontade de começar tudo novo, de esperanças também renovadas.
Comigo não é diferente. Por isso mesmo cada vez mais fico encantada com o poder das palavras, a transformação que uma frase, um livro inesperado ou uma simples coluna do jornal quotidiano pode trazer. Depois de algumas linhas percebi a importância do que havia acontecido na minha vida. E que todos os motivos para preocupação são ínfimos. Tenho muito que comemorar e é isso que eu vou fazer não importa o que aconteça.
Quando a ocasião for favorável aproveite sem titubear e, mesmo que ela não seja, não desperdice. A vida não é uma comédia romântica, mas pode chegar bem perto.


Eis a coluna do Veríssimo...


Homem e mulher se conhecem numa sala de espera de médico. Ela grávida, ele esperando a mulher, que consulta com o médico. Ele oferece a Caras que estava folheando:
- Quer dar uma olhada?
Ela:
- Acho que essa eu já vi. É nova?
Ele, depois de consultar a data da revista:
- Bom, é deste século...
Os dois riem. E se apaixonam.
Dessas coisas. destino, química... Quem explica essas coisas...
Se apaixonam, pronto. Mas não caem nos braços um do outro. Mesmo porque a barriga dela, de sete meses, não permitiria. Ficam apenas se olhando, atônitos com o que aconteceu. Pois junto com o amor súbito vem a certeza de sua impossibilidade. Como uma ferida fazendo casca em segundos. E como nenhum dos dois é um monstro de frivolidade, e como a vida não é uma comédia romântica, é uma coisa muito séria, e como eles não podem largar tudo e fugir, trocam informações rápidas, para pelo menos ter mais o que lembrar quando lembrarem aquele momento sem nenhum futuro, aquela quase loucura. sim, é o primeiro filho dela. Menino. E a mulher dele? Está consultando o médico porque a gestação complicou, o parto talvez precise ser prematuro. Também é o primeiro filho deles. filha. Menina. Que mais? Que mais? Não há tempo para biografias completas. Gostos, endereços, telefones, nada. A mulher dele sai do consultório. Ele tem que ir embora. Dá um jeito de voltar sozinho e perguntar o nome dela. Maria Alice. E o dele? Rogério!
Rogério! E sai correndo, para nunca mais se encontrarem.
Mas se encontram. Três anos depois, na sala de espera de um pediatra.
Ela chega com uma criança no colo. Ele está lendo uma revista. Talvez a mesma Caras. Os dois se reconhecem instantaneamente. Ele pega a mãozinha da criança. Pergunta o nome. É João Carlos, Caquinho.
- Está com algum...
- Não, não. consulta normal. Ele é saudável até demais. Hiperativo. E a de vocês? O parto, afinal...
- Foi bem, foi bem. Ela está ótima. se chama Gabriela. Só veio fazer um checape. eu não posso ficar lá dentro porque fico nervoso.
E declara que não houve dia em que não pensasse nela, e no que poderia ter sido se tivessem saído juntos daquele consultório, anos atrás, e seguido seus instintos, e feito aquela loucura. E ela confessa que também pensou muito neles e no que poderia ter sido. E ele está prestes a pedir um telefone, um endereço, um sobrenome para procurar no guia, quando a mulher sai do consultório com a filha deles no colo e ele precisa ir atrás, e só consegue é um olhar de despedida, um triste olhar de nunca mais.
Mas se encontram outra vez.
Dois anos depois, na sala de espera de um pronto-socorro. Ele com a mulher, ela com o marido. Ele leva um susto ao vê-la. O que houve? É o Caquinho. O cretino conseguiu prender a língua numa lata de Coca.
Ele se emociona. A mulher dele não entende. De onde o marido conhece aquele Caquinho? E aquela mulher, que está perguntando se aconteceu alguma coisa com a Gabriela? Não foi nada, Gabriela só bateu a cabeça na borda da piscina e está levando alguns pontos. E nem a mulher dele nem o marido dela entendem por que, ao chegar a notícia de que o Caquinho só ficará com a língua um pouco inchada, os dois se abraçam daquela maneira, tão comovidos.
Depois, em casa, ele se explica:
- Solidariedade humana, .
A história não precisa terminar aí. Rogério e Maria Alice podem continuar se encontrando, de tempos em tempos, em salas de espera (dentistas, traumatologistas, psicólogos especializados em problemas de adolescentes etc.) até um dia ela sair do quarto de hospital onde está Caquinho, que teve um acidente de ultraleve, e avistá-lo na sala de espera da maternidade, e pergunta:
- A Gabriela está tendo bebê?
E ele fazer que sim com a cabeça, com cara de para onde foram as nossas vidas?

sábado, 29 de dezembro de 2007

PENSE A RESPEITO...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

PARA VIVER UM GRANDE AMOR por Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor... Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

PAPAI NOEL VELHO BATUTA - Garotos Podres

Papai Noel f*** da p***
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Papai Noel f*** da p***
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres
Pobres
Mas nós vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo
Por que?
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Por que?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Abstinência

Gostaria de conseguir explicar o que estou sentindo. Escrever parece difícil. Sinto uma enorme incapacidade. Toda forma de expressão de repente é insuficiente frente à imensidão de sentimento que encontrei ao teu lado.

Fico em paz, nada mais importa, é como se não existisse mais nada. Perco a noção do tempo, do espaço, esqueço tudo pq minha única necessidade é a satisfação que encontrei nesse colo. Hoje posso afirmar convicta que amar é sim, como um dia esperei, a morada dos anjos, um paraíso particular, o lugar onde a busca finalmente se extingue. Encontrei em um sorriso minha maior alegria, nesse peito meu abrigo, nessas mãos a segurança, no beijo todos meus desejos, nesses olhos é que vejo meu futuro.

Só que esqueci como fazia pra conseguir viver incompleta e agora padeço com paciência em cada instante que sou obrigada a estar longe. Vou do céu ao inferno em um fração de segundos, só o tempo que meus olhos levam pra perdê-lo de vista. Uma inquietação absurda toma conta dos meus sentidos. Pensar em alguma coisa que não seja a parte que me falta exige um esforço quase sobre-humano. Dormir duas ou três horas ininterruptas virou tarefa impossível de se realizar. Dispersa eu esbarro em tudo, vou e volto pra lugar nenhum, abro a geladeira pra pensar, organizo gavetas, tento permanecer sentada por alguns minutos enquanto acabo com as minhas unhas, devoro chocolates por pura ansiedade, escrevo mensagens que não envio, olho nossa foto incessantemente, choro de felicidade depois de ler um e-mail, choro de saudade depois de desligar o telefone. O cérebro não para, parece correr uma maratona, me irrito por nada, não quero conversar com ninguém... a própria viciada em sua pior crise de abstinência.

Minha droga só faz bem, mas o uso é controlado, precisa respeitar datas e horários e a carência quer me enlouquecer. Se isso tudo são sintomas de saudade eu menti todas as outras vezes que disse ter sentido saudades de alguém.

Nem que eu fizesse uso de todas as palavras da língua portuguesa eu conseguiria me aproximar de tal sentimento. Não me julgue louca pela sinceridade, nem me considere tola por amar tanto e incondicionalmente porque mesmo que a maioria dos meus dias se restrinjam à crises de abstinência eles são nada se comparados a uma noite na morada dos anjos.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Felícia



"...adoro os bichinhos, e os ratos tão fofinhos, levo pra escola e os faço comer, eu boto até perfume e ponho uns vestidinhos...
Tadinhos estão sempre sofrendo, estão sofredo, estão sofrendo..."
Protejam seus filhotes que a Felícia está solta!!!
hahahahaa

sábado, 8 de dezembro de 2007

Professora VIDA

O tempo é sábio, já disse isso antes aqui, mas descobri que a vida é professora, que tudo acontece por uma razão e que não somos tolos por nos enganar com relação ao amor, isso também é aprendizado.
Viver é ter grandes e infinitos amores... com prazo de validade. O coração é um músculo e assim sendo precisa ser exercitado pra que fique forte, preparado para o momento que ele realmente vai bater diferente. Então passamos anos alimentando uma relação, se dedicando integralmente à, até então, alma gêmea pra de repente descobrir que o amor virou amizade e que a inexistente paixão faz uma falta enorme ou pior, alguns se quer tem a oportunidade de viver esses momentos com a desafinada alma gêmea... o enganos não ultrapassam o limite das paixões, duram uma chama apenas. Depois de acelerar com mais uma esperança o coração se torna suspenso, bate triste com o fracasso, mas principalmente decepcionado com mais um equívoco. Nesse momento surgem as promessas... não mais se entregar... não mais acreditar em fraudes... não mais amar. Até que o tal músculo, infringindo as regras, volta a engatar a 3º, e anula todas as promessas, reiniciando o processo de aprendizagem. É claro que a didática da vida é cruel, sería menos doloroso se soubéssemos que esse sentimento hoje sem limites, amanhã vai terminar e que a pessoa que te ensinou tanto durante anos não é a que permanecerá ao seu lado. Quem nunca ouviu de um mestre que para fixar é preciso exercitar? Pois bem... só depois de muitos ou poucos treinos (alguns sempre aprendem mais rápido) estaremos preparados para o jogo de verdade.
Se sentir que perdeu seu grande amor, não se desespere ou melhor... se desespere por que vc precisa aprender, precisa passar por isso, mas lembre que são duas as alternativas: ou não era o grande amor que esperava ou ainda não era o momento pra viver esse sentimento.
O amor da sua vida pode estar no futuro... ou pode voltar do passado pra fazer de hoje esse futuro!


...Lizi

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Torpor

Torpor: do Lat. torpore; estado de inactividade física e mental que não chega ao sono e que caracteriza certas doenças; entorpecimento; indiferença ou inércia moral.

De novo?

O momento tantas vezes representado no espírito toma posse... sentimento inesperado, se quer experimentado, o que parecia perdido pega forma gerando uma incapacidade de discernir e de reconhecer diferentes sentidos, a realidade e as criações da imaginação alimentadas por uma situação sem resolução. O silêncio, a distância, as barreiras em segundos desfeitas, destituídas por algo invisível, incompreensível, quase inaceitável. Os mesmos olhos, malditos olhos que um dia me tiraram o chão. Bendito sorriso por tanto tempo guardado em algum lugar, protegido, intacto. Talvez seja esse o lugar onde buscamos força quando nada mais faz sentido. O lugar que te faz frágil, te arranca as defesas e por isso mesmo te dá energia. Te faz poderoso. Euforia desenfreada que vai de encontro ao medo absurdo, a vontade de correr pra longe, avançar todas as etapas até que isso tudo tenha um fim ou, como tantas vezes desejado, seja definitivamente um começo. Perderam-se as contas... quantas vezes a situação foi refeita? Não existe arrependimento. Não existe orgulho ou certeza da atitude tomada, só sobrou isso, aqui dentro. Quem sabe no fundo quisesse viver com essa dúvida, como um combustivel pra esperança de que existe sim algo que pode ser diferente. Quem sabe. Depois da procura a pergunta: Queria realmente achar?
Agora que achei eu quero pra mim. Proibido. O que não me pertence, a quem não posso pertencer. Mais uma vez esses olhos... mais uma vez o teu jeito que não me deixa em paz. Dessa vez vai ser diferente, mesmo que seja tudo errado, que a ânsia de recuperar o tempo perdido faça com que o resultado seja um equívoco. E se o jogo virou? Quem sabe o ladrão agora é a lei e não resta outra saída se não enfrentar o perigo sem medir nenhuma circunstância. Forte pra tanta coisa e medrosa com tão pouco. O mesmo medo eu não vou ter.
Já fiz minha aposta... é ganhar ou perder... finalmente.


...Lizi (08/11/2007)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

PRA GENTE PASSEAR - Papas da Língua

Nada vai fazer com que eu desista
De você... de você...
Tudo o que eu quero eu consigo
E vou lhe dizer
Com você
Não vai ser diferente
Você me olhou
Eu vi seu interesse
Você me ganhou... você me ganhou
Vou descobrir seu endereço
E vou te buscar
Pra gente passear... pra gente passear

sábado, 17 de novembro de 2007

FOGO

Tudo era nada, uma farsa cotidiana, um comportamento padrão, uma situação prenunciada. Então a outra parte ressurge como Fênix de cinzas já levadas pela brisa das primaveras passadas. Como Fenix... avassaladora, soberana faz o que bem entende da minha cômoda rotina montada. Dissipa meus princípios e minhas regras evidenciando minha fragilidade, minha instabilidade. Contentamento é o que me trouxe. Cobriu o meu dia com girassóis e minhas noites deixaram de ser o que eram. Não me reconheço, como uma anulação da personalidade individual, falo coisas sem pensar e me entrego sem considerar riscos. Seria enfim a morada dos anjos, não fosse a realidade, o presente que nos assombra e nos separa. Espírito em mim gravado, ligação inalterável em corpos novamente longínquos. Ainda que limitado e veloz, daria até o que não tenho por uma chance de viver tudo de novo.

...Lizi

sábado, 10 de novembro de 2007

Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chama meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
E saiba que forte eu sei chegar
Mesmo se eu perder o rumo
E saiba que forte eu sei chegar
Se for preciso eu sumo
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Eu quero te roubar pra mim...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

INTIMIDADE

Sou toda emoção com grandes e sazonais doses de razão. Não minto, por favor acredite nas coisas que eu disser e não pergunte pela segunda vez se a primeira resposta for o silêncio, ele com certeza é a tentativa de evitar faltar com a verdade. Sou direta e sempre que possível deixo clara minhas intenções, é só olhar bem no fundo dos meus olhos, mas se ainda sim achar necessário, pergunte com clareza que eu te direi com toda espontaneidade e franqueza... claro que essa sinceridade irá corar minhas bochechas durante os segundos de timidez que precedem a revelação, mesmo assim nunca impedirão que eu diga o que penso. Olhe sempre nos meus olhos é com eles que sustento meus melhores diálogos. Não resisto a pessoas engraçadas, mas não seja palhaço... tenho trauma de palhaços. Meu travesseiro é só meu e nunca, em hipótese alguma, se atire na minha cama sem ser convidado (sentar devagarinho pode). Se eu oferecer é pq quero que aceite e fico triste quando recusam minha ajuda. Se eu disser NÃO e baixar a cabeça é manha, quero dizer SIM. Se eu disser NÃO olhando nos olhos... é melhor não insistir. Pode ficar com o caderno de esportes, mas as palavras cruzadas são minhas e dispenso ajuda para completá-las. Me deixe sozinha quando estiver lendo, se quiser ficar, fique quietinho... vou me apaixonar se estiver lendo tbm. Não me fale de novelas, eu não assisto TV. Converse sobre filmes e ria comigo quando assistir um episódio do Chaves pela milésima vez. Sou vaidosa, viciada em perfumes e lavo as mãos de cinco em cinco minutos. Adoro andar de pés descalços e roupa pra ficar em casa é pijama. Não use a blusa mais justa que a minha e não se olhe no espelho mais vezes que eu. Limpeza é imprescindível, mas um pózinho na estante vale. Organização é tudo... minha bagunça é extremamente organizada. Tenho sapatos e bolsas que nunca usei e cremes demais. Sou absurdamente sensível e choro por tudo. A maneira como as coisas são ditas é muito importante, mas tem coisas que é melhor não dizer. Adoro abraço, carinho, beijo, cafuné, demonstrações de afeto são sempre bem vindas, só que em público eu tenho vergonha. Se me apresento como Lizi é pq é assim que quero que me chamem e meu sobrenome é polonês. Não resisto à um carinho no pescoço, por isso é tão difícil chegar até ele. Detesto ganhar flores, à excessão dos girassóis... esses sim me fascinam. Me escute. Me olhe muito. Amo beijo na bochecha e super-proteção. Sou ciumenta, mas não possessiva. Seja ciumento, mas não pense que é meu dono. Não sou propriedade de ninguém. Quando estou feliz eu falo alto e rio mais alto ainda. Tropeço, derrubo e quebro coisas o tempo todo. Não me repreenda. Aprendi a rir de mim mesma, mas se me magoar eu choro. Se eu chorar me dê cólo. Um carinho vale mais que mil desculpas. Se eu pedir desculpas, aceite... meu orgulho faz com elas me custem muito e se passei por cima dele é pq te respeito. Sou toda intuição, posso te amar gratuitamente e odiar tbm. Eu te amo é a frase mais linda que existe... Não banalize. Não fale mal das pessoas que eu gosto. Não critique minha família, só eu posso fazer isso. Se me apresentar seus amigos vou torná-los meus amigos e se me levar até sua casa, sua família vai passar a ser minha tbm. Sou movida a café e não pretendo mudar. Não fume. Beba de vez em qdo, mas não encha a cara até cair. Cozinhe pra mim, a louça eu lavo. Tenha charme e vai chamar minha atenção. Tenha atitude e vai me conquistar. Tenha uma opinião, por mais estúpida que seja. Não goste de música sertaneja, por favor. Discorde de mim, dos meus argumentos, eu adoro uma discussão. Saia com seus amigos. Não seja dependente demais, eu tenho meu lado frágil e esse precisa muito de proteção. Seja forte, acima de tudo nas atitudes. Detesto príncipes encantados com cabelo impecável e a roupa combinando. Gosto mesmo é do ogrinho aquele, cheio de defeitos e com um coração enorme. Não tente ser perfeito pra mim, eu gosto de desafios. Viaje comigo. Chore comigo. Aceite dividir a conta, mas me convide pra jantar de vez em qdo. Adoro mimar, mas não sou mãe de ninguém. Preciso de toda atenção e qdo tiver ainda sim vou achar pouco. Sou mimada e birrenta. Carinhosa e atenciosa. Muito mais brava do que pareço e bem menos do que ameaço. Se eu fizer beiço é pq quero carinho. Eu sorrio com os olhos... os dentes nem sempre são sinonimo de alegria, posso estar apenas tentando ser simpática. Qualquer hora é hora pra comer chocolate e ele substitui uma refeição sim. Não gosto de filme dublado e comédia só as românticas. Eu adoro esporte. Amo praia e me sinto livre em contato com a água. Sou um filhote de leão e como tal posso parecer indefesa, me provoque e rugidos não faltarão. Me ame ou me odeie, meio termo eu desprezo. Vou fazer pouco caso para os elogios, mas eu não vivo sem eles. Adoro dar presentes e fico sem jeito quando ganho. Vivo pelas pessoas que amo... espero sempre que elas façam o mesmo por mim. A intimidade definitivamente acaba com a relação... a não ser que o sentimento seja verdadeiro.
...Lizi

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Letras

Boas músicas já não confortam, nem preenchem espaço algum.
Parei.
Mudei os livros, até deixei um inacabado, sem saber o final, sem concluir o raciocínio, me impossibilitando de formar uma opinião, me livrando do peso da decisão.
Adiei.
Estou tentando com outros que estão por todas as partes, acabo sempre esquecendo um em algum lugar. De repente eles se tornaram longos demais, o tempo gera intimidade e essa anda me assustando.
Fugi.
Me apeguei aos contos... estão me furtando algumas horas, me devorando enquanto eu continuo achando que tenho o domínio da situação. Causam interesse, envolvem, prometem prazer intenso, satisfação, plenitude... cumprem cada uma das promessas, mas duram uma fração de segundos e marcam eternamente. Autores de contos não são escritores, são mestres cruéis, gélidos e calculistas que usam as palavras certas até perceberem a entrega nos olhos fascinados de quem lê. E então escrevem as últimas linhas. Não existe apego ou longa história, é sucinto, objetivo e nem por isso menos profundo, menos tocante.
Sucumbi.
É tudo uma questão de momento, talvez etapas... As letras das músicas vão estar sempre presentes, o importante é, entre um livro e outro, se permitir alguns contos. Mas nunca, jamais, deixar que eles te dominem, eles estão aí pra te viciar, te tornar dependente e, se fechar os olhos depois do último ponto... aí já era, vai ser difícil sair. É claro que nunca devemos esquecer das crônicas, essas te dão satisfação (ou não) imediata sem cobrar fidelidade. Em alguns casos é a melhor saída.
Ouse.


...Lizi

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

QUANDO UMA ETAPA CHEGA AO FIM por Fernando Pessoa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..E lembra-te:
"Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão".

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o amor. Quem não desistir da busca, vencerá."



Paulo Coelho

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Alma Irmã


Todo mundo tem uma na vida. Pelo menos uma. Aquela pessoa que te entende pelo olhar, que não faz cerimônia, que te faz sentir importante e que te traz sossego quando abraça. Aquela que mesmo não conhecendo mais a tua rotina sabe exatamente como anda tua vida só pelo tom da tua voz . Sem desperdício de palavras, ela simplesmente sabe... conhece teu lado de dentro e esse dificilmente muda, não importa o passar dos anos. Ela com certeza já te tirou do sério, já te fez chorar e já te disse a mais dura verdade da maneira mais simples e espontânea. Já te fez passar por bons e maus momentos, te decepcionou e te fez sentir orgulho. É bem provável que as preferências, as opiniões, os gostos sejam nada parecidos, é claro... esse tipo de afinidade é totalmente desnecessário, independente dos laços, da maneira como as vidas se cruzaram ou do rumo que acabaram por tomar. Não existe nada e nem ninguém que consiga separar essa união, duas almas irmãs. E pode brigar, xingar, jurar que nada mais vai ser como antes... no primeiro abraço tudo volta a ser como era.
Minha alma irmã estava de aniversário e arrasou na comemoração. Festinha à fantasia com tudo de bom. Parabéns Vanessa... parabéns pimpinha!


...Lizi